+PLUS está de regresso com 500 mil euros para soluções de impacto social ou ambiental

A fase de candidaturas para a segunda edição do programa de investimento da Casa do Impacto da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa decorre até 30 de novembro.

Alinhados com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 da ONU, o fundo filantrópico +PLUS está de regresso, e tem mais de 500 mil euros para oferecer a soluções inovadoras de impacto social ou ambiental. As candidaturas para a segunda edição do programa de investimento da Casa do Impacto da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa estão abertas, prolongando-se até 30 de novembro.

“Num ano em que os problemas sociais e desigualdades se agravam, por força do impacto da pandemia, torna-se ainda mais importante apostar em projetos que possam responder aos desafios para a retoma social e económica do país, sem nunca esquecer a emergência climática e a transição verde, área que queremos também alavancar através do programa +PLUS”, começa por dizer Inês Sequeira, diretora da Casa do Impacto, em comunicado.

“Para conseguirmos potenciar projetos de resposta eficaz, vamos centrar-nos naqueles que já têm provas dadas de exequibilidade e alguns resultados palpáveis”, acrescenta.

O fundo filantrópico — que permite a empreendedores, startups e organizações sociais testar ou aumentar o impacto de soluções inovadoras — tem 500 mil euros para soluções em fase inicial de implementação ou já implementadas.

Para além de apoio financeiro ajustado à necessidade de cada solução, o programa também oferece apoio não financeiro, nomeadamente um acompanhamento individualizado pela equipa da Casa do Impacto, experts e parceiros, para a implementação no mercado, escalabilidade e demonstração do impacto.

Quem pode candidatar-se?

Para começar, as soluções candidatas devem ter sido previamente validadas através de um teste ou projeto-piloto que demonstre que é exequível e viável enquanto produto, serviço ou processo. Devem também enquadrar-se num dos eixos de apoio do +PLUS de acordo com o seu grau de maturidade.

“Para o eixo ‘+Testing’, destinado a soluções que ainda não foram implementadas, ou estão numa fase inicial de implementação e pretendem testar o seu impacto para a consolidação do negócio, podem candidatar-se empreendedores, individualmente ou em equipa, entidades da Economia Social (associações, cooperativas, fundações e outras definidas na Lei de Bases da Economia Social), sociedades comerciais e outras pessoas coletivas de direito privado”, explica a Casa do Impacto. Neste caso, cada solução será investida até ao valor máximo de 50 mil euros.

Já para o eixo “+Scaling” apenas podem candidatar-se pessoas coletivas que procurem a expansão das soluções inovadoras que já foram implementadas no mercado com resultados comprovados e que pretendem escalar o seu impacto. Por cada solução, o limite de investimento neste eixo é de 100 mil euros.

Terminado o prazo de candidaturas, a 30 de novembro, dá-se início à fase de pré-seleção das soluções, sendo que as escolhidas vão passar por um bootcamp de dois dias para a preparação para a fase final, que consiste na apresentação de um pitch perante um painel de jurados, a acontecer em janeiro de 2022.

“O potencial de impacto social e ambiental das soluções, a exequibilidade, a consistência do modelo de negócio e o perfil da equipa/candidato serão os principais critérios para a seleção”, detalha a plataforma de inovação e de empreendedorismo social da Santa Casa da Misericórdia.

As candidaturas são feitas através do site da Casa do Impacto, na secção de investimento, onde constam mais informações sobre o +PLUS.

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