“Cortiça espera crescer num ano mais do que perdeu na pandemia”, diz Rios Amorim

António Rios de Amorim diz que o crescimento da Corticeira Amorim vai assentar em três pilares: rolha, materiais de construção e novas aplicações. Para o Orçamento do Estado pede estabilidade fiscal.

“No primeiro semestre deste ano já superámos o de 2020, em cerca de 10% a 11%, e superámos já o de 2019. Estamos a falar de um setor que espera mais do que recuperar num ano aquilo que perdeu durante a pandemia”, afirmou António Rios Amorim, presidente executivo da Corticeira Amorim, numa curta entrevista à margem da gala dos Investor Relations and Governance Awards, da Deloitte, onde foi distinguido com o prémio de melhor CEO.

Para o responsável da maior empresa do setor, estes números significam que “há uma retoma que se calhar não sentimos tanto em Portugal, mas que é relativamente vigorosa noutras geografias, o que nos permite olhar para a atividade no final deste ano com algum otimismo”.

A Corticeira Amorim fechou o primeiro semestre com um volume de negócios de 433,3 milhões de euros, mais 10,7% do que no mesmo período do ano anterior, enquanto o EBITDA subiu 17,2% para 77,3 milhões de euros. As vendas tinham recuado 5% em 2020.

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Sobre o futuro, António Rios de Amorim garante que o “caminho é de crescimento”. O desafio maior será “conseguir responder positivamente com um produto que revela, nas várias aplicações, que tem vantagens de performance e que do ponto de vista ambiental e de sustentabilidade ganha sempre aos concorrentes mais diretos”.

O crescimento vai assentar em três vertentes: “Uma área centrada naquele que é o principal produto do setor, que é a rolha, dedicado ao mundo dos vinhos. Uma outra que são os materiais de construção, de decoração e interiores”. E, por fim, “novas aplicações de cortiça, onde a Corticeira Amorim tem investido fortemente para criar novos usos, novas aplicações, só com cortiça ou em combinação com outros compósitos e maquinados para conseguir angariar novos usos, que é o que pretendemos para fazer crescer o mercado”, explica o CEO.

Questionado sobre o que gostava de ver no próximo Orçamento do Estado, António Rios de Amorim elegeu a estabilidade. “Acho que a pior coisa que uma empresa pode ser confrontada é a instabilidade fiscal e na legislação laboral”, sublinhou o presidente-executivo da Corticeira Amorim.

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