Prémios Nobel começam a ser atribuídos hoje. Quais são as apostas para o laureado em Economia?

Não são conhecidos os nomeados para o Nobel mas vários tentam adivinhar quem será o vencedor. Os trabalhos mais citados este ano debruçam-se sobre empreendedorismo, tecnologia e crises financeiras.

Chegou a altura de distinguir as personalidades que mais se destacaram na Física, Química, Fisiologia ou Medicina, Literatura, Paz e Economia, com a atribuição dos prémios Nobel. O primeiro laureado a ser conhecido é o de Fisiologia ou Medicina e o último, daqui a uma semana, é o de Economia. Existem várias previsões sobre quem será o distinguido neste último prémio, nomeadamente figuras que se destacam no empreendedorismo ou no estudo sobre as crises financeiras.

O nome oficial desta distinção é o prémio Banco da Suécia de Ciências Económicas em Memória de Alfred Nobel, sendo que foi a única categoria que não foi criada pelo próprio Nobel. Foi sim o banco central da Suécia o criador do prémio, em 1965. Apesar desta diferença, os vencedores são reconhecidos como laureados na mesma.

A lista de candidatos não é pública e os nomeados, apenas por convite, só são revelados 50 anos depois. Mas um dos indicadores que poderá ajudar a compor a lista de possíveis laureados é o Web of Science Group, da Clarivate Analytics. A empresa compila o número de citações da investigação dos economistas, para avaliar o reconhecimento destes entre os seus pares.

Este ano, são cinco os autores mais citados no campo da Economia. A lista arranca com dois professores dos Estados Unidos, que se destacam por investigações pioneiras sobre empreendedorismo, inovação e competição: David B. Audretsch, professor na Escola de Assuntos Públicos e Ambientais (SPEA, na sigla em inglês) da Universidade de Indiana, e David J. Teece, que nasceu na Nova Zelândia mas vive nos EUA, professor de Negócios Globais e diretor do Centro Tusher para a Gestão de Capital Intelectual na Escola de Negócios Walter A. Haas da Universidade da Califórnia.

A lista conta também com Joel Mokyr, Robert H. Strotz, professor de Artes e Ciências e de História e Economia na Universidade Northwestern, nos EUA. Este autor sobressai pelos estudos da história e cultura do progresso tecnológico, e as suas consequências para a economia.

Por último, encontram-se nomes que poderão ser mais familiares dos estudantes de Economia: Carmen M. Reinhart, professora de Sistema Internacional Financeiro na Harvard Kennedy School, e Kenneth S. Rogoff, professor de Economia e Políticas Públicas na Universidade de Harvard. Os especialistas foram escolhidos pelas contribuições para a macroeconomia internacional e pelas visões sobre dívida global e crises financeiras.

Existem ainda outros nomes que são alvo de especulação nas redes sociais e no meio. É o caso de Daron Acemoğlu, professor no Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) e um dos autores do livro “Porque Falham as Nações”, que já tinha sido também referenciado por algumas pessoas do meio no ano passado. Susan C. Athey, professora de Economia da Tecnologia na Stanford Graduate School of Business, está também nas previsões de alguns, tendo inclusivamente ganho um prémio em aplicações quantitativas inovadoras, que já conta com vencedores que acabaram por ganhar o Nobel.

Satoshi Nakamoto, o pseudónimo utilizado pelo criador da criptomoeda Bitcoin (que pode ser uma ou várias pessoas) é outro nome que circula, mas é uma escolha mais improvável, nomeadamente pela atual discussão dos bancos centrais sobre o tema. No processo para implementar esta moeda digital, Nakamoto também terá sido responsável por desenvolver o primeiro banco de dados de blockchain.

Há ainda quem sugira que o Nobel seja atribuído a um projeto, já que o prémio não tem obrigatoriamente de ir para um indivíduo. O banco de dados do projeto Maddison, por exemplo, disponibiliza informações sobre o crescimento económico comparativo e os níveis de renda no longo prazo em vários países, sendo que a versão do ano passado já cobria 169 países.

É no dia 11 de outubro que será conhecido o sucessor de Paul Milgrom e Robert Wilson, que venceram o Nobel da Economia no ano passado. Os vencedores foram escolhidos pelo estudo da teoria dos leilões e pela invenção de novos formatos de leilões.

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