Colep “embala” investimento de 214 milhões na indústria

Um consórcio que junta mais de uma centena de organizações ligadas às tecnologias de produção entregou uma das 140 candidaturas ao concurso do PRR relativo às agendas mobilizadoras para a inovação.

Chama-se Produtech R3 (Recuperação – Resiliência – Reindustrialização), está avaliado em 214 milhões de euros e prevê “um conjunto de investimentos estruturantes” para alterar o perfil de especialização da fileira das tecnologias de produção em Portugal.

Apresentado no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), este projeto é promovido pelo cluster Produtech e junta mais de uma centena de organizações – sobretudo empresas industriais –, sendo liderado pela Colep, empresa de embalagens sediada em Vale de Cambra e detida a 100% pelo grupo RAR.

Descrito como um “pacto de inovação”, prevê intervenções ao nível da investigação e desenvolvimento (I&D) e da inovação – absorvem a maior fatia de investimento: 131 milhões de euros –, mas também em áreas como a produção, internacionalização, capacitação dos recursos humanos e na divulgação, “promovendo efeitos de arrastamento ao conjunto da indústria nacional”.

Numa nota enviada às redações, a associação da indústria da metalurgia e metalomecânica (AIMMAP), fundadora do cluster Produtech, destaca o “enorme potencial” da fileira das tecnologias de produção para “impactar positivamente a economia nacional, pela sua transversalidade setorial e pelo seu significativo potencial de transferência de tecnologia e know-how”.

“O pacto de inovação apresentado é parte integrante do plano de ação da fileira, uma estratégia abrangente e integrada, com iniciativas dirigidas a outros programas de investimento e incentivo, esperando-se que a sua execução global venha a alavancar, no quadro do Portugal 2030 e de outras medidas do PRR, mais de 500 milhões de euros de investimento empresarial complementar”, acrescenta a AIMMAP.

Contratos assinados até março de 2022

Esta “proposta de investimento ambiciosa” foi apresentada no âmbito do aviso do PRR referente ao concurso para as chamadas agendas mobilizadoras para a inovação empresarial, que até ao final do prazo, a 30 de setembro, recebeu 140 candidaturas de consórcios de empresas, universidades e instituições científicas e tecnológicas, representando um investimento potencial de 14 mil milhões de euros.

A dotação afeta a este concurso fica-se pelos 930 milhões de euros, no âmbito do PRR português, mas o ministro da Economia já disse que há a disponibilidade para aumentar esse limite. “Já sinalizámos mais 2,3 mil milhões de euros que poderemos ir buscar à União Europeia para apoiar estes investimentos e temos o PT2030 que começará a ser lançado”, explicou.

As manifestações de interesse e os consórcios vão ser avaliados nas próximas semanas para verificar se cumprem as condições de elegibilidade. Os pré-selecionados serão depois convidados a apresentarem os projetos e as candidaturas ao apoio através dos incentivos disponíveis. A seleção final será feita por um “júri com personalidades internacionais” e Siza Vieira prevê que os contratos de investimento possam ser assinados no primeiro trimestre de 2022.

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