Exportações de componentes automóveis acumulam quebra de 4,9% até agosto face a 2019

  • Lusa
  • 11 Outubro 2021

A AFIA alerta também para que sejam “criadas soluções flexíveis para as empresas de componentes automóveis”, nomeadamente “a reativação do ‘layoff’ simplificado".

As exportações de componentes automóveis diminuíram 7,9%, para 518 milhões de euros, em agosto face ao mesmo mês de 2019, acumulando um decréscimo de 4,9% desde início do ano, para 6.065 milhões de euros, informou esta segunda-feira a associação setorial.

Num comunicado divulgado com base nas ‘Estatísticas do Comércio Internacional de Bens’ do Instituto Nacional de Estatística (INE), a Associação de Fabricantes para a Indústria Automóvel (AFIA) refere que, este ano, as exportações do setor “apenas estiveram acima do nível verificado em 2019 durante os meses de fevereiro e março”.

De janeiro a agosto, Espanha mantém-se no topo da lista de países destino das exportações do setor, com vendas de 1.727 milhões de euros (+3,2% face a 2019), seguida da Alemanha (com 1.235 milhões de euros, -8,4%), da França (727 milhões de euros, -20,7%) e do Reino Unido (293 milhões de euros, -46,7%).

No total, nota a AFIA, estes quatro países concentram 66% das exportações portuguesas de componentes automóveis.

Segundo a associação, “um pouco por todo o mundo, a falta de ‘chips’ e componentes eletrónicos continua a ser apontada como uma das principais causas de problemas nas cadeias de abastecimento, pois tem levado a que as construtoras automóveis interrompam temporariamente a sua laboração”.

“Outras situações, como a pandemia de covid-19, que continua com níveis muito elevados em alguns países, e o ‘brexit’ (as exportações para o Reino Unido caíram 46,7%) são apontadas como causas para estes comportamentos menos favoráveis”, acrescenta.

Neste contexto, e face à “manifesta instabilidade que a indústria automóvel vive neste momento, com os problemas de abastecimento de matérias-primas e mudança de paradigma na mobilidade”, a AFIA reforça o pedido e o alerta para que sejam “criadas soluções flexíveis para as empresas de componentes automóveis”, nomeadamente “a reativação do ‘layoff’ simplificado”.

O objetivo é que estas “se possam adaptar aos ciclos de produção e, assim, responder de uma forma mais eficaz e eficiente às flutuações das encomendas”,

Ainda assim, a AFIA destaca “o comportamento das exportações para Espanha, que é o principal cliente dos componentes automóveis fabricados em Portugal, com uma quota de 28,5%, e cujos valores “estão acima do nível pré-pandemia”, ultrapassando em 3,2% o acumulado de janeiro a agosto de 2019.

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