Ocupação Covid em cuidados intensivos sobe 4% numa semana

A taxa de ocupação de camas em Unidades de Cuidados Intensivos mantém uma tendência "estável", mas aumentou 4% face à semana anterior, revela o relatório semanal divulgado pela DGS e pelo INSA.

A taxa de ocupação de camas em Unidades de Cuidados Intensivos (UCI) associada a internamentos Covid aumentou 4% face à semana anterior, segundo o relatório semanal de monitorização das “Linhas Vermelhas” da Covid divulgado esta sexta-feira pela DGS e INSA. Este indicador, que subiu pela primeira vez em várias semanas mantém uma “tendência estável” e está a 23% do limite definido como crítico.

A 20 de outubro, estavam 58 doentes internados em UCI, um número que corresponde a 23% do limiar definido como crítico de 255 camas ocupadas. “Nas últimas semanas, este indicador tem vindo a assumir uma tendência estável (+ 4% em relação à semana anterior)”, refere o documento.

O Centro é a região do país com uma maior percentagem de doentes nestas unidades, com 10 doentes internados em UCI, o equivalente a 29% do nível de alerta definido para aquela região. Em termos de faixa etária, o grupo etário dos 60 aos 79 anos (30 casos para o período analisado) é maior em número de casos de Covid-19 internados nestas unidades.

Nos últimos sete dias, verificou-se ainda um decréscimo no número de testes realizados, mas a taxa de positividade aumentou. A proporção de testes positivos observada na última semana (de 7 a 13 de outubro) foi de 1,6% (na semana passada era de 1,4%), um valor que se encontra abaixo do limiar de 4% recomendado pelo ECDC. No período analisado foram realizados 291.849 testes, ou seja menos cerca de 33 mil face aos 325.415 realizados na semana anterior.

O documento revela ainda uma diminuição na proporção de casos confirmados notificados com atrasos, que foi de 6,2% (contra os 8,3% registados na semana anterior), mantendo-se claramente abaixo do limiar de 10% e “apesar de revelar uma tendência crescente nas últimas semanas”.

Além disso, a DGS nota ainda que nos últimos sete dias, 89% dos casos notificados foram isolados em menos de 24 horas após a notificação e 83% de todos os casos notificados tiveram todos os seus contactos rastreados e isolados no mesmo período.

No que toca aos indicadores que “guiam” a matriz de risco delineada pelo Governo, Portugal apresenta uma incidência cumulativa a 14 dias de 91 casos por 100 mil habitantes, o que continua a refletir uma “tendência estável” da doença. No entanto, em termos regionais, à exceção do Alentejo, este indicador subiu em todas as regiões do país, sendo que o aumento foi mais no Centro e em Lisboa e Vale do Tejo. Ainda assim, o Algarve é a região com maior incidência, com 135 casos por 100 mil habitantes.

Quanto ao índice de transmissibilidade (rt) está em 1,02 a nível nacional e acima de 1 em quase todas as regiões do país, o que indica “uma tendência crescente da incidência de infeção por SARS-CoV-2”. Neste contexto, as autoridades concluem que a pandemia está com “intensidade reduzida e transmissibilidade moderada” em Portugal.

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