Wall Street fecha em baixa com Intel a pesar

O vermelho pintou Wall Street na última sessão da semana, com as tecnológicas a liderarem as perdas. Intel caiu mais de 11%, após falhar previsões trimestrais de vendas.

As cotadas tecnológicas pressionaram a bolsa de Nova Iorque, esta sexta-feira, tendo o Nasdaq terminado a sessão em “terreno negativo”, com a Intel e a Snap Inc. a pesarem. Também o S&P 500 fechou no “vermelho”, enquanto o Dow Jones escapou às perdas.

O índice de referência em Wall Street, o S&P 500, terminou a sessão a cair 0,11% para 4.544,98 pontos. Também no “vermelho”, o tecnológico Nasdaq recuou 0,83% para 15.090,20 pontos. Acima da linha de água, ficou, por outro lado, o industrial Dow Jones, que avançou 0,21% para 35.677,25 pontos.

Este desempenho dos mercados norte-americanos foi registado num dia em que o presidente da Reserva Federal dos Estados Unidos, Jerome Powell, disse que o banco central está “no caminho” para a redução da compra de ativos, o que deixou os investidores em alerta.

A pressionar as bolsa esteve também a evolução das receitas da Snap Inc., que foi pior do que os analistas estavam à espera e pode sinalizar algum enfraquecimento do mercado da publicidade digital. Os títulos desta cotada desvalorizaram, assim, 26,66% para 55,14 dólares.

Os títulos do Facebook e do Twitter, tecnológicas também muito dependentes de publicidade, acompanharam o sentimento negativo, tendo recuado, respetivamente, 5,05% para 324,61 dólares e 4,83% para 62,24 dólares.

Também na tecnologia, a Intel viu as suas ações caírem 11,68% para 49,46 dólares, depois desta cotada ter anunciado que não conseguiu cumprir as previsões de vendas para o terceiro trimestre do ano, à boleia da escassez de chips, e de ter alertado para uma redução das margens de lucro.

A contrariar, os títulos da American Express somaram 5,41% para 187,08 dólares, depois desta cotada ter superado as estimativas de lucro, pelo quarto trimestre consecutivo. Esta sexta-feira, a puxar pelos mercados estiveram ainda os dados que mostram que a atividade económica acelerou em outubro, à boleia de um desagravamento da pandemia. Isto ainda que a falta de mão-de-obra e de matérias-primas esteja a prejudicar a indústria norte-americana.

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