Sindicatos bancários rejeitam nova proposta de aumento salarial de 0,4%

Depois de ter proposto aumentar os salários em 0,2%, a banca duplicou essa oferta, mas os sindicatos continuam a falar numa proposta "miserável e indigna".

Continua sem haver um acordo quanto aos aumentos salariais no setor bancário. Depois de uma primeira proposta rejeitada de 0,2%, as instituições de crédito duplicaram essa oferta e propuseram subir os salários em 0,4%. Mas este continua a ser um valor baixo para os sindicatos.

“A última proposta das instituições de crédito é miserável e indigna e, por isso, foi rejeitada”, referem o Mais Sindicato e o Sindicato dos Bancários do Centro (SBC). “O processo negocial do Acordo Coletivo de Trabalho do Setor Bancário para revisão da tabela e cláusulas de expressão pecuniária continua sem acordo”, acrescenta.

A primeira proposta da banca foi de 0,2%, um valor considerado baixo pelos sindicatos, sobretudo “quando a taxa de inflação prevista ainda era de 0,3%”. Nessa altura, “já as instituições de crédito (…) se desculpavam com a pandemia e a incerteza no futuro para não aumentar os trabalhadores”.

“Felizmente o decurso do ano demonstrou que a situação do setor bancário era claramente mais favorável do que o expectável, revelando lucros de milhões e permitindo distribuir dividendos pelos acionistas. Como se não bastasse, os bancos ainda aumentaram os resultados poupando nos custos do trabalho, ao reduzirem os quadros de pessoal em milhares de trabalhadores“, lê-se.

Nesse sentido, os sindicatos rejeitaram um aumento de 0,2%, levando os bancos a duplicarem esse valor. “Na reunião de negociação de ontem [quarta-feira], as instituições de crédito comunicaram aos sindicatos que a sua última proposta era de 0,4% de aumento nas tabelas e cláusulas de expressão pecuniária, sem qualquer outro tipo de compensação — e face a uma taxa de inflação prevista de 1%”, refere o mesmo comunicado.

Os trabalhadores consideram este aumento “miserável e indigno” e, por isso, recusaram novamente a proposta. Vão, por isso, recorrer à conciliação, requerendo a intervenção da Direção-Geral do Emprego e Relações de Trabalho (DGERT) na “resolução do conflito”.

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