CEO da Galp: “Se as petrolíferas só investissem em renováveis, o mundo parava”

  • ECO
  • 25 Fevereiro 2022

Andy Brown recusa falar em greenwashing nas renováveis da Galp, está “aliviado” por Isabel dos Santos fazer “parte do passado” e admite que “não [tem] estado confortável” na relação com Governo.

Andy Brown considera “maldoso” que se olhe para os projetos de energias renováveis da Galp como uma tentativa de greenwashing, sublinhando que as petrolíferas já andam a falar no tema há algum tempo. “A Galp não falava muito, mas construiu uma posição muito rapidamente com o negócio com a ACS, já com gigawatts [GW] em carteira e a meta de chegar aos 4 GW até 2025. Metade do nosso dinheiro vai para renováveis e novas energias. Isso é greenwashing? Acho que não, é muito dinheiro”, resume.

Questionado pelo Público sobre se não podia estar a fazer mais ou mais depressa, o presidente executivo respondeu que os consumidores precisam de [perceber que] se a Galp e as outras companhias dissessem ‘vamos só investir em renováveis, esqueçam o petróleo e o gás’, o mundo parava [porque] não haveria combustíveis e essa não é uma boa solução”.

Nesta entrevista em que avisa que Portugal “tem de decidir se quer competir” com espanhóis e franceses no lítio ou “deixar que sejam os outros a construir essas indústrias”, numa referência aos subsídios que espera obter do PRR para o projeto com a Northvolt, Andy Brown diz que o Estado é “um acionista silencioso”, confessa-se “aliviado” por Isabel dos Santos fazer “parte do passado” e espera que a Galp “possa ter uma relação mais aprofundada” com o próximo Governo. “Não tenho estado confortável com a forma como a relação tem decorrido, temos de ser mais abertos”, admite o gestor.

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