Portugueses entregaram escudos no valor de 64,4 milhões de euros. Ficaram 94 milhões por trocar

Ficaram por trocar escudos da última série a prescrever no valor de 94 milhões de euros, que são receita extraordinária para o Banco de Portugal.

Foram trocados escudos da última série que prescreveu no valor de 64,4 milhões euros, anunciou o Banco de Portugal (BdP) esta quarta-feira. A última série prescreveu no início deste mês, sendo que os portugueses puderam trocar as notas que tinham até dia 28 de fevereiro. Ficaram assim na posse dos portugueses 94 milhões de euros, que são receita extraordinária para o Banco de Portugal, que reverterá a favor do Estado.

Os valores relativos à última série não ainda finais, já que existe alguma correspondência que chegou ao BdP e pode servir para trocar ainda escudos, mas os valores serão já residuais, segundo indica a instituição, em conferência de imprensa.

Desde a introdução do Euro, houve oito momentos em que prescreveram escudos. No total, foram entregues 159,3 milhões de euros ao Banco de Portugal e ficaram na posse dos cidadãos escudos no valor de 186,9 milhões de euros.

O montante que fica por entregar traduz-se num “proveito extraordinário para o Banco de Portugal”, como explica o administrador Hélder Rosalino. Os 94 milhões que ficaram desta última série vão “refletir-se nos dividendos a entregar ao Estado” no exercício de 2022. “É um montante com significado”, acrescenta.

O valor que não foi trocado de escudos por euros “entrará no resultado líquido do banco”, acrescenta, pelo que “se a política de distribuição se mantiver, será distribuído 80% do valor ao Estado”.

A última série que era ainda possível trocar era a dos Descobrimentos, e contemplava são cinco notas: 10.000 escudos efígie Infante D. Henrique, 5.000 escudos efígie Vasco da Gama, 2.000 escudos efígie Bartolomeu Dias, 1.000 escudos efígie Pedro Alvares Cabral e 500 escudos efígie João de Barros.

A grande maioria das notas que são entregues ao Banco de Portugal são destruídas, sendo que os fragmentos das notas são compactados e encaminhados para centrais de tratamento de valorização de resíduos, onde são incinerados com produção de energia elétrica. Por outro lado, são mantidas algumas notas por interesse histórico, como amostras ou para exposição.

(Notícia atualizada às 16h55)

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