IEFP já tem 20 mil ofertas de trabalho para refugiados ucranianos

O número foi avançado ao ECO pelo Ministério do Trabalho: já há 20 mil ofertas de trabalho registadas na plataforma do IEFP para os refugiados ucranianos que cheguem a Portugal.

As empresas portuguesas já registaram 20 mil ofertas de trabalho na plataforma criada pelo Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) para recolher as vagas disponíveis para os refugiados ucranianos que cheguem a Portugal, por causa da ofensiva que está a ser levada a cabo pela Rússia.

O número foi avançado ao ECO pelo Ministério do Trabalho: “Esta manhã estavam registadas 20.000 postos de trabalho”. Em menos de duas semanas, o total de ofertas disponibilizadas pelas empresas nacionais disparou assim das duas mil inicialmente inscritas para as atuais 20.000.

Segundo já tinha explicado o gabinete de Ana Mendes Godinho, entre as ofertas inscritas, há uma “enorme diversidade de profissões pretendidas, sendo que os principais setores com ofertas de emprego colocadas são tecnologias de informação, transportes (motoristas), restauração e hotelaria, setor social e construção civil”.

Os setores que têm maior peso nas ofertas disponíveis são, coincidentemente, os que têm registado uma maior escassez de recursos humanos, mas os sindicatos (tanto a UGT, como a CGTP) já vieram avisar que é preciso garantir aos refugiados que cheguem a Portugal empregos adequados às suas competências, com remunerações correspondentes e dignas.

Por sua vez, o IEFP já se comprometeu a fazer um “mapeamento das competências dos trabalhadores ucranianos acolhidos” e indicou que, caso exista um ajustamento entre as vagas e o perfil dos cidadãos, entrará em contacto com as empresas para apresentar os candidatos.

O IEFP vai também “disponibilizar cursos de Português Língua de Acolhimento para que os cidadãos ucranianos que cheguem a Portugal” e o Governo aprovou esta quinta-feira, em Conselho de Ministros, um decreto-lei que simplifica o reconhecimento das qualificações profissionais destes refugiados, o que deverá facilitar a integração profissional. Além disso, já tinha recebido “luz verde” a atribuição automática a estes cidadãos de um número de identificação fiscal, de Segurança Social e de utente.

Para agregar todas “as respostas e ações em curso tendo em vista o apoio a pessoas deslocadas da Ucrânia, dentro e fora de Portugal” está disponível, de resto, a plataforma digital “Portugal for Ukraine, que foi lançada esta semana.

A Rússia deu início à “operação militar especial” na Ucrânia a 24 de fevereiro e, desde então, o conflito tem estado em curso. Isto ainda que tanto a União Europeia, como os Estados Unidos tenham imposto sanções contra o país liderado por Vladimir Putin. O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados estima que, pelo menos, um milhão e meio de pessoas já tenham fugido da guerra na Ucrânia para os países vizinhos.

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