CDS-PP recusa deixar sede do Caldas, Patriarcado não recebeu proposta do Chega

  • Lusa
  • 27 Abril 2022

Nuno Melo disse existirem "pessoas que apareceram de repente com maços de notas no bolso, sem que se percebesse sequer bem de onde veio o dinheiro".

O presidente do CDS-PP afirmou esta quarta-feira que o partido não tem intenções de deixar o edifício da sua sede nacional, e o Patriarcado de Lisboa, proprietário do imóvel, indicou não ter recebido qualquer proposta de compra do Chega.

No domingo, a CNN Portugal noticiou que o Chega iria fazer uma oferta de compra ou arrendamento do edifício que é a sede nacional do CDS-PP há várias décadas, no Largo Adelino Amaro da Costa (antigo Largo do Caldas), em Lisboa.

Numa nota enviada esta quarta-feira aos jornalistas, o líder do CDS-PP referiu que tem sido alvo de questões sobre a sede e defendeu que, “tendo em conta o motivo, tão abaixo de tudo o que é a decência na política, o caso não mereceu nem merece comentários”.

“Para o que importa, em relação a uma sede de que gostamos muito, com contrato válido e as rendas pagas, de que só sairemos um dia se quisermos, – e não queremos –, ficam convidados a assistir hoje à primeira sessão das “Conversas do Caldas”, dedicada ao tema da inflação”, salientou.

Nuno Melo disse existirem “pessoas que apareceram de repente com maços de notas no bolso, sem que se percebesse sequer bem de onde veio o dinheiro”, mas concluiu que, “infelizmente, só por si, dinheiro, nunca significou gosto e principalmente, educação e valores”.

De acordo com a CNN, o Chega estará disposto a oferecer até sete milhões de euros pela compra da sede do CDS-PP ou até cinco mil euros por mês para a arrendar e iria enviar na segunda-feira uma carta ao Patriarcado de Lisboa, proprietário do edifício, a pedir valores de referência e modalidades de pagamento.

Questionada pela Lusa, a assessoria de imprensa do partido liderado por André Ventura indicou que “acha que seguiu logo na segunda-feira” essa comunicação. No entanto, fonte oficial indicou à Lusa que “o Patriarcado de Lisboa não recebeu até à data nenhuma carta do Chega”.

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