Mercado de trabalho em Portugal foi mais dinâmico do que na UE em 2021

A procura não correspondida de emprego na UE atingiu 14% da mão-de -obra alargada, enquanto em Portugal atingiu 12,6% em 2021.

Portugal registou maior dinamismo no mercado laboral do que a média dos países da União Europeia (UE) em 2021. Segundo os dados do Eurostat, divulgados esta quinta-feira, no ano passado, a procura não correspondida por emprego atingiu 12,6% da população ativa portuguesa, número que subiu para 14% no caso da média comunitária.

A procura insatisfeita de emprego na UE, que se pode encarar como a folga do mercado de trabalho, atingiu 14% da mão-de-obra alargada (15-74 anos), correspondendo a 31,2 milhões de pessoas, adianta o gabinete de estatísticas europeu. Este indicador caiu face a 2020, quando tinha chegado aos 14,9%, principalmente devido à pandemia, que fez aumentar o número de pessoas disponíveis para trabalhar, mas que não o procuram.

Olhando para as componentes desta métrica do mercado de trabalho em 2021, o desemprego na UE chegou a 6,7% da força de trabalho alargada, as pessoas disponíveis para trabalhar mas que não procuravam situou-se em 3,7%, os trabalhadores a tempo parcial subempregados em 2,8% e as pessoas à procura de trabalho mas não imediatamente disponíveis a 0,8%.

Em Portugal, a componente com mais peso neste indicador é o número de desempregados (6,4%), seguido das pessoas que estão disponíveis para trabalhar mas não estão à procura (3,1%), enquanto os trabalhadores em part-time correspondem a 2,7% da população ativa.

Quanto aos restantes Estados-membros, foi em Espanha que se registou uma maior “folga” do mercado de trabalho (24,1%), seguida pela Itália (22,8%) e Grécia (22,2%). Por outro lado, a República Checa (3,9%), Malta (5,5%) e a Polónia (5,7%) registaram a menor taxa neste indicador.

O Eurostat destaca também que, tendo em conta as componentes do indicador, os países do leste e do sul (exceto Itália) foram caracterizados por uma maior proporção de desemprego na folga do mercado de trabalho do que os países do ocidente e do norte. Na República Checa, Eslováquia, Lituânia, Malta e Grécia, mais de seis em cada dez pessoas que enfrentam uma procura não satisfeita de emprego não estavam empregadas, estavam disponíveis para trabalhar e à procura. No entanto, menos de quatro em cada dez pessoas à procura estavam desempregadas nos Países Baixos, Irlanda, Itália e Luxemburgo.

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