Gasolina deve subir nove cêntimos, mas gasóleo desce dois na próxima semana

O litro de gasolina simples 95 deverá subir para 2,042 cêntimos e o de gasóleo simples descerá para 1,777 euros na próxima segunda-feira. Mas estes valores ainda podem sofrer ajustamentos.

Os preços dos combustíveis vão voltar a ter um comportamento diferente na próxima semana. Se tem um carro a gasóleo então espere por segunda-feira para abastecer porque o preço deverá descer dois cêntimos. Mas se o seu motor é a gasolina as notícias não são boas, porque o litro deverá subir nove cêntimos, apurou o ECO junto de fonte do setor.

Tendo em conta os valores médios praticados nas bombas esta segunda-feira, isso significa que o litro de gasolina simples 95 deverá voltar a passar a fasquia dos dois euros ao custar 2,042 cêntimos e o de gasóleo simples descerá para 1,777 euros. Mas estes valores ainda podem sofrer um ajustamento, tendo em conta o fecho das cotações do brent esta sexta-feira e do mercado cambial.

Há ainda que ter em conta o mecanismo semanal que ajusta o valor do ISP para compensar o agravamento da receita de IVA. A redução dos preços que ditará a aplicação da fórmula de cálculo criada em março só será conhecida esta tarde, depois de o Ministério das Finanças apresentar as contas que visam garantir a neutralidade fiscal desta medida. Ou seja, que os cofres do Estado não ganham nem perdem na sequência da aplicação desta medida que pretende mitigar o efeito do aumento dos preços na sequência da invasão da Rússia à Ucrânia.

Apesar de o gasóleo descer, a variação é muito pequena para que a fórmula venha a ditar um agravamento do ISP. Além disso, o Executivo em todas as semanas em que houve descidas de preços optou por não mexer no imposto. Caso estes valores se vierem a confirmar, é preciso recuar a 28 de fevereiro para encontrar uma semana em que o litro de gasóleo estivesse mais barato (1,675 euros por litro).

Já o desconto adicional do ISP de 14,2 cêntimos por litro de gasóleo e 15,5 por litro de gasolina que entrou em vigor no início de maio só verá os valores revistos no próximo mês. Mas o desconto mantém-se ao longo de todo este mês.

O ministro das Finanças, Fernando Medina, recordou esta sexta-feira que as medidas de redução fiscal sobre os combustíveis, lançadas pelo Executivo, já retiraram 27 cêntimos ao preço por litro.

As preocupações com a oferta de matéria-prima, a tensão geopolítica na Europa, os impactos da inflação e da política monetária determinaram uma semana de forte volatilidade nos preços do “ouro negro”. A sessão de quinta-feira fechou com o barril de brent a subir mais de 2%, mas esta manhã o barril, que serve de referência às importações nacionais, já estava a descer 0,49% para 111,54. Agora, voltou a subir para os 112,49 dólares.

As importações de gasolina dos Estados Unidos têm pressionado os preços em alta em antecipação da driving season que deverá começar em duas semanas, mas o gasóleo tem vindo a beneficiar nas últimas semanas de uma menor procura com o aumento das temperaturas na Europa, reduzindo a procura deste combustível para aquecimento.

O desempenho do preço dos combustíveis é também influenciado pelo efeito cambial, mas esta semana o euro recuperou face ao dólar, impedindo que os produtos refinados, cujo pricing é feito em dólares, ficassem ainda mais caros para os consumidores europeus.

Os investidores temem que o enfraquecimento do crescimento económico global e as políticas monetárias possam penalizar uma recuperação pela procura e, por outro lado, continuam à espera da entrada em vigor do sexto pacote europeu de sanções contra a Rússia, que deverá determinar o embargo total das importações de produtos petrolíferos, o que contribui para o agravamento das cotações do petróleo. O pacote de sanções ainda tem de ser aprovado por todos os Estados-membros e a votação foi adiada porque a Hungria se opõe a este embargo, apesar de ter garantido, à semelhança da Eslováquia, um período de transição mais longo, devido à forte de dependência da Rússia.

Cotação do brent marcada pela volatilidade

 

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