Inflação que serve de referência para o aumento das rendas em janeiro já vai nos 4%

A atualização automática das rendas é feita com base na inflação registada em agosto. O indicador utilizado no cálculo tem vindo a acelerar e, em junho, está nos 4,1%.

A inflação tem vindo a acelerar e vai ter impacto em vários aspetos da economia, nomeadamente naqueles que utilizam este indicador para a atualização anual. É o caso das rendas, cuja atualização acontece de forma automática com base na inflação registada em agosto. Segundo as estimativas do Instituto Nacional de Estatística (INE) para junho, o indicador utilizado para esta atualização já atingiu 4,1%. Faltam ainda dois meses para se chegar ao valor que vai contar para a fórmula, mas os montantes já estão elevados.

A atualização automática das rendas é feita com base na inflação média dos últimos 12 meses registada em agosto, excluindo a componente da habitação. É com base nesse valor que o INE apura o coeficiente de atualização das rendas, que é depois publicado no Diário da República até 30 de outubro de cada ano.

Nos últimos dados publicados pelo INE, a inflação média sem habitação fixou-se nos 4,13% em junho, uma subida face aos 3,41% registados no mês anterior. O indicador está, assim, a acelerar, sendo ainda incerto qual será a evolução nos próximos dois meses, até se chegar ao valor de agosto.

Certo é que a inflação não tem dado sinais de abrandar e o Governo já se mostra preocupado com aumento automático das rendas por causa da inflação. “O Governo acompanha a preocupação que tem sido manifestada pelas várias associações”, disse ao ECO fonte oficial do gabinete do Ministério das Infraestruturas e Habitação, na semana passada.

Nessa altura, questionado sobre a possibilidade de o Executivo criar uma norma travão, ou algum tipo de medida que impeça que a atualização das rendas no próximo ano dê um salto brutal, a resposta do Ministério das Infraestruturas e Habitação foi: “Neste momento, o assunto ainda está em análise.”

O INE deverá divulgar uma estimativa rápida dos valores da inflação que servem para esta fórmula no final de agosto, confirmando os valores em meados de setembro.

Depois de o valor das rendas ter ficado congelado em 2021, a variação média dos preços (Índice de Preços do Consumidor) nos últimos 12 meses excluindo a habitação ditou que as rendas iriam subir 0,43% em 2022. Apesar disso, importa salientar que o senhorio não é obrigado a atualizar a renda de acordo com a inflação.

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