Depois de Diogo Alarcão, Governo aponta Adelaide Cavaleiro para o regulador dos seguros

Finanças indicaram o nome de Adelaide Cavaleiro, diretora da BBVA Asset Management, para apreciação da Cresap para o conselho de administração da ASF, liderado por Margarida Corrêa de Aguiar.

Depois de Diogo Alarcão, o Governo apontou agora o nome de Adelaide Cavaleiro, diretora da BBVA Asset Management, para o conselho de administração do regulador do setor dos seguros e fundos de pensões, liderado por Margarida Corrêa de Aguiar, de acordo com as informações recolhidas pelo ECO.

Nem o Ministério das Finanças nem a Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões (ASF) quiseram comentar esta nomeação que tem ainda de passar pelo crivo da Comissão de Recrutamento e Seleção para a Administração Pública (Cresap), o que já aconteceu, de resto, com Diogo Alarcão, ex-CEO da Mercer Portugal, como também avançou o ECO em maio.

Depois do parecer favorável da Cresap, ambos terão de depor perante a Comissão de Orçamento e Finanças do Parlamento. A audição parlamentar é obrigatória no que diz respeito a nomeações para as entidades reguladoras, mas a avaliação dos deputados não é vinculativa para a decisão final do Governo em Conselho de Ministros.

Neste momento, o conselho de administração da ASF tem três membros, mas um está de saída: a presidente Margarida Corrêa de Aguiar, o vice-presidente Filipe Serrano, cujo mandato terminou em 2017 e deixa agora as funções, e o vogal Manuel Caldeira Cabral (ex-ministro da Economia que vai manter-se em funções).

Adelaide Cavaleiro é a atual head da BBVA AM, a gestora de ativos do banco espanhol em Lisboa. Licenciada em Matemática pela Universidade de Lisboa e um MBA pela Universidade Católica, trabalha em Fundos de Pensões e sua gestão desde 1992, já na sociedade especializada do BBVA.

IGCP com nova liderança, CMVM e Banco de Portugal à espera

Com estas nomeações para a ASF, o ministério liderado por Fernando Medina preenche os lugares vagos num dos supervisores financeiros nacionais, mas há mais questões por resolver noutros reguladores, como a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) e Banco de Portugal.

No que toca à CMVM, Gabriel Bernardino é presidente demissionário desde o final de março, após ter renunciado ao cargo devido a problemas de saúde. O conselho de administração do regulador do mercado ainda tem mais duas vagas por preencher: o cargo de vice-presidente continua vazio, depois da saída de Filomena Oliveira em 2019; e ainda há outro lugar de administrador por ocupar.

No Banco de Portugal, um dos lugares de vice-presidente continua à espera de uma nomeação após a saída de Elisa Ferreira para a Comissão Europeia em 2019. Em junho do ano passado terminou o mandato do vice-presidente Máximo dos Santos e este setembro acaba o mandato de outros dois administradores: Luís Laginha de Sousa e Ana Paula Serra.

Entretanto, como avançou o ECO, Fernando Medina também já encontrou o sucessor de Cristina Casalinho na agência que gere a dívida pública, o IGCP: é Miguel Martin, atualmente na concessionária de autoestradas Ascendi, e que foi administrador financeiro da Águas de Portugal entre 2016 e 2019. Na equipa de Miguel Martin estarão também Rui Amaral, que vem da CGD BI, enquanto Rita Granger transita da atual equipa de Cristina Casalinho.

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