Produção 1º Semestre: Quebra nos seguros Vida perturba ranking das seguradoras

  • ECO Seguros
  • 10 Agosto 2022

No top 5 mantém-se a ordem, Fidelidade e Tranquilidade reforçam quota de mercado, mas há grandes mudanças a partir daí. Grupo CA e UNA sobem muitos lugares. Veja aqui o ranking completo.

A Fidelidade atingiu 33,5% de quota no mercado português de seguros no 1º semestre deste ano, revelam dados agora revelados pela ASF, entidade supervisora do setor. Por valores de produção das 37 companhias, agregadas por ECOseguros em 23 grupos, a Ageas manteve a 2ª posição do ranking baixando a sua quota para 17,1% enquanto a Tranquilidade fechou o top 3 aumentando a sua parte do mercado global para 10,6%.

A contrariar o mercado estão António Castanho, presidente da CA Vida que levou o grupo CA ao 6º lugar do ranking e Nuno David, CEO das seguradoras UNA que saltou 7 lugares para 9º entre as maiores.

Os indicadores de produção estabelecidos pela ASF apenas tratam as seguradoras sob sua supervisão, excluindo desta análise as sucursais de seguradoras sedeadas na União Europeia e que, segundo números de 2021, significaram em conjunto cerca de 10% da quota do mercado português. Os ramos Não Vida da Zurich, a Liberty, MetLife e a Bankinter estão entre as que não entram neste ranking, bem como outras com presença significativa como a Prévoir, Asisa, AIG, Chubb, ARAG ou Europ Assistance. A Ocidental Seguros foi integrada na Ageas Seguros em 1 de janeiro deste ano, mantendo-se no Grupo Ageas Portugal.

Para as seguradoras avaliadas pela ASF a quebra de produção do mercado total foi de 0,8% no 1º semestre de 2022, quando comparada com valores de igual período de 2021. Nas companhias que comercializam exclusivamente o ramo Vida a quebra foi maior em alguns casos. Não o foi no caso CA Vida cujos bons resultados do início do ano conduziram a uma subida de quase 90% na produção, duplicação de quota de mercado para 4% e uma subida de 3 lugares no ranking para 6º. Também a UNA conseguiu desempenho semelhante, mais que triplicando produção e subindo 7 lugares na tabela para 9º.

Resultado inverso para as seguradoras que operam apenas em ramos Não Vida que, em conjunto, cresceram cerca de 9% no primeiro semestre deste ano. A Caravela subiu vendas quase em 10% e ganhou quota de mercado para 1,1% e ainda assim perdeu um lugar na tabela devido à subida do Grupo UNA.

As companhias mistas, as que numa mesma sociedade exploram ramos Vida e Não Vida, tiveram efeitos contrários em relação a vendas, resultando num conjunto um crescimento de 2,1% nas vendas. O peso do ramo Vida nas carteiras conta para os resultados Fidelidade – apesar de contar com um ramo Vida significativo – cresceu 3,3%, o mesmo que a Tranquilidade/Generali, já a Real Vida e a Allianz decresceram em relação ao ano passado, dada a forte componente Vida de que dispõem.

Bancos encontram alternativas aos seguros

Segundo indicadores da APS, associação das seguradoras, referentes ao mesmo período e com todas as seguradoras do mercado, verificou-se uma queda de 1,3% nas vendas de seguros no 1º semestre de 2022 relativamente aos primeiros seis meses de 2021. Enquanto os ramos Não Vida cresceram 6,4% em termos nominais e apenas 0,4% se considerada a taxa de inflação verificada nesse tempo, o ramo Vida sofreu uma quebra nominal de 6,5% e uma quebra real de 11,9%.

Segundo dados da associação, foram os bancos os principais responsáveis pela baixa de vendas dos seguros de Vida. No 1º semestre deste ano venderam menos 319 milhões de produtos de produtos Vida, reduzindo a 77% a sua responsabilidade em relação a outros canais de venda, nomeadamente a mediação, que produziram mais 60 milhões de euros em relação ao 1º semestre de 2021.

A onda de subida de venda de PPR também não está a ser plenamente aproveitada pelas seguradoras. Apesar de um crescimento de 6,8% no semestre, os restantes emissores destes títulos, cuja procura é estimulada por benefícios fiscais, tem tido maior sucesso. “Atualmente, os seguros PPR representam cerca de 79% do mercado dos PPR, quando antes eram cerca de 86%”, afirmou António Ribeiro, especialista em assuntos financeiros da Deco Proteste, ao jornal Dinheiro Vivo. Segundo ele tem sido a aversão ao risco dos portugueses a razão para “o mercado dos seguros PPR sempre ter um peso maior, apesar de renderem menos e terem mais comissões“, concluindo que foram produtos com garantias de rendimentos e capital lançados pelas seguradoras que permitiram tomar a primazia neste tipo de investimento.

O ranking dos maiores grupos e seguradoras supervisionadas pela ASF, no 1º semestre de 2022 ficou assim:

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