Tempestade Kristin: seguradoras já regularizaram 125 mil sinistros e pagaram 445 milhões de euros
Associação Portuguesa de Seguradores apresenta balanço de progresso, mas reconhece constrangimentos no processo de indemnizações.
- A Associação Portuguesa de Seguradores atualizou a situação sobre a regularização dos sinistros da Tempestade Kristin, com 63% dos casos já encerrados ou em adiantamento de indemnizações.
- Até agora, as seguradoras regularizaram 125 mil sinistros, com um custo total de danos estimado em 1.200 milhões de euros, refletindo a magnitude da catástrofe.
- Apesar dos esforços das seguradoras, persistem dificuldades na regularização, como a escassez de mão de obra e a complexidade de alguns sinistros empresariais.
A Associação Portuguesa de Seguradores (APS) apresentou um novo ponto de situação sobre a regularização dos sinistros decorrentes da Tempestade Kristin e do comboio de tempestades que afetou o país entre 27 de janeiro e 13 de fevereiro. Decorridos 90 dias, a APS mantém o acompanhamento contínuo junto das suas Associadas para apurar os danos cobertos por contratos de seguro.
Os números atualizados:
De acordo com o inquérito promovido pela APS junto das suas associadas, os dados mais recentes revelam que:
– Neste momento, 63% dos quase 200 mil sinistros participados já estão encerrados ou em fase de adiantamento de indemnizações. Este valor atinge 65% no caso de processos relativos a particulares (maioritariamente habitações) e 56% nos processos relativos a empresas.
– Até à data, as seguradoras regularizam 125 mil sinistros, correspondendo a uma média de 1.400 sinistros por dia.
– O valor das indemnizações já pagas ou objeto de adiantamentos é de 445 milhões de euros, traduzindo um aumento de cerca de 86 milhões de euros relativamente à informação anteriormente comunicada.
– Em média, as seguradoras pagaram ou adiantaram, cerca de 5 milhões de euros por dia em indemnizações, registando-se inclusivamente um aumento no ritmo destes pagamentos nas últimas duas semanas.
– O custo apurado à data para o total de danos indemnizáveis atinge cerca de 1.200 milhões de euros.
O setor segurador reconhece que, por detrás destes números, estão milhares de famílias e empresas que enfrentaram perdas significativas, interrupções na sua atividade e momentos de grande dificuldade e compreende a impaciência daqueles que ainda não viram a sua situação resolvida.
Desde o primeiro momento, as empresas de seguros mobilizaram equipas no terreno, reforçaram linhas de apoio ao cliente, simplificaram procedimentos e aceleraram pagamentos sempre que possível, num esforço excecional de resposta operacional, em particular tendo em conta o volume extraordinário de participações de sinistros registadas num tão curto espaço de tempo.
Apesar desse empenho, subsistem dificuldades relevantes no processo de regularização, muitas delas alheias às seguradoras. Entre os principais constrangimentos contam-se a escassez de mão de obra e materiais para reparações, atrasos na obtenção de orçamentos, necessidade de documentação vária, bem como a complexidade acrescida de alguns sinistros empresariais e situações de copropriedade.
Neste contexto, reitera-se que as seguradoras estão disponíveis para efetuar, a pedido dos clientes, adiantamentos por conta das indemnizações que, a final, forem devidas, não implicando a atribuição dessas verbas qualquer compromisso dos segurados quanto ao montante final da indemnização. Temos presente que este procedimento pode ter um impacto muito significativo em situações urgentes.
À semelhança do que tem sido a sua posição desde o início, as seguradoras manterão uma postura de proximidade, compreensão e apoio, empenhadas, até ao fim, em encontrar soluções rápidas e adequadas para cada situação e em prestar toda a assistência e apoio aos seus clientes.
A informação agora prestada será atualizada assim que haja novos dados, e a APS mantém-se disponível para esclarecer quaisquer dúvidas ou questões sobre o assunto.