Governo ajusta preços para tentar atrair promotores para casas acessíveis
Governo reviu fórmula que determina qual deve ser o custo de promoção e como é que o mesmo é calculado para tornar mais rentável o investimento em habitação a custos controlados.
O Governo alterou as variáveis usadas para determinar se a construção de um prédio para habitação encaixa no conceito de custos controlados, avança esta segunda-feira o Jornal de Negócios. O objetivo é conseguir adaptá-las à nova realidade em matéria de custos de construção, preço do terreno ou exigências em matéria de eficiência energética, na expectativa de tornar este regime mais atrativo para os construtores.
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Esta alteração dá-se numa altura em que os concursos públicos lançados pelas autarquias não têm recolhido o interesse necessário por parte das construtoras, devido à margem de lucro potencial ser muito reduzida. Mesmo os investidores privados pouco ou nenhum interesse revelam por este tipo de projetos, apesar dos benefícios que têm associados, nomeadamente o IVA à taxa reduzida de 6%, sujeitos depois a um preço tabelado na venda ou no arrendamento.
O que está em causa é uma alteração cirúrgica à portaria que regula o regime da habitação de custos controlados (HCC), ou seja, habitação que é construída a custos máximos, definidos por lei, e que depois também só pode ser arrendada ou vendida a preços acessíveis e dentro de condições igualmente definidas na lei. No que toca à construção, há uma fórmula que determina qual deve ser o custo de promoção e como é que o mesmo é calculado, sendo que o Governo reviu “algumas variáveis, atualizando-as aos valores reais”, uma vez que se encontravam “totalmente deslocados da realidade”, justificou a secretária de Estado da Habitação, Patrícia Gonçalves Costa.
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