Grupo Ervideira cresce 6% e aponta “excesso de oferta” no setor

O volume de negócios da alentejana Ervideira cresceu "apenas" 6% no primeiro semestre. Empresa aponta como causas o "excesso de oferta" no mercado e quebra no consumo no setor vitivinícola.

O grupo Ervideira atingiu uma faturação de 1,34 milhões de euros no primeiro semestre deste ano, o que representa “um crescimento de apenas 6% face ao período homólogo de 2024″, avança a empresa vitivinícola. Duarte Leal da Costa, diretor executivo, justifica “os crescimentos ténues, mas certos” com o facto de “o setor continuar a sofrer de excesso de oferta e uma quebra no consumo, com problemas no mercado bem conhecidos de todos”.

Este resultado é alavancado pelas gamas Invisível e Flor de Sal – vinhos de perfil moderno –, com a Ervideira a apresentar um crescimento de 4% no canal Horeca e 10% no enoturismo, contabiliza a empresa alentejana com 110 hectares de vinha distribuídos pelas sub-regiões da Vidigueira e Reguengos de Monsaraz.

O diretor executivo da Ervideira considera, assim, que os resultados obtidos neste semestre refletem a crise que tem vindo a afetar o setor vitivinícola e as novas tendências no mercado. “Tem havido um crescimento nas categorias de vinhos de ‘pouco compromisso’, isto é, vinhos mais baratos, mais fáceis de beber, agradáveis e de “pouca história”, estando os vinhos de forte caráter, vinhos de guarda, ou chamados vinhos de alto padrão, em linha inversa”, assinala Duarte Leal da Costa.

Tem havido um crescimento nas categorias de vinhos de ‘pouco compromisso’, isto é, vinhos mais baratos, mais fáceis de beber, agradáveis e de “pouca história”, estando os vinhos de forte caráter, vinhos de guarda, ou chamados vinhos de alto padrão, em linha inversa.

Duarte Leal da Costa

Diretor Executivo da Ervideira

A acrescentar a esta conjuntura no setor, realça, “a nova geração tem tendência para preferir o consumo de cerveja ou cocktails (com teor alcoólico superior) como Vodka, Tequila, Rum; havendo ainda uma tendência por bebidas zero álcool“.

A empresa fechou o ano de 2024 com uma faturação superior a três milhões de euros, o que representou um crescimento de 9,85%.

A produzir vinho desde 1880, o grupo tem uma várias referências no mercado, como Conde D’Ervideira, Invisível, Vinha D’Ervideira, Terras D’Ervideira, Lusitano ou ainda o Flor de Sal produzido já pela quinta geração da família. Recentemente, a Ervideira lançou o G(in)visível, o seu primeiro Gin, “feito a partir do vinho de maior sucesso da marca” – o Invisível.

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