Exclusivo BIGhub compra concorrente Qashflo e reforça posição em França

Startup nacional, dedicada à integração de lojas em marketplaces europeus, estima fechar o ano com 10 milhões de euros de faturação, face aos 4 milhões do ano passado.

Rúben Lamy, fundador e CEO da BIGhub.

A BIGhub comprou a fintech francesa Qashflo reforçando a presença em França da startup portuguesa dedicada à integração de lojas em marketplaces europeus. A startup nacional estima fechar o ano com 10 milhões de euros de faturação.

“A Qashflo é uma empresa financeira francesa que desenvolveu um serviço de pagamento no próprio dia ou no dia seguinte aos comerciantes dos principais marketplaces da Europa. Este serviço está também disponível através da BIGcash, criada pela BIGhub, e é importante porque as plataformas de e-commerce demoram, tradicionalmente, cerca 45 dias a pagar aos vendedores, podendo prejudicar o reinvestimento em stock ou o lançamento de campanhas de marketing, por exemplo”, começa por referir Rúben Lamy, fundador e CEO da BIGhub, ao ECO.

A compra da empresa francesa surge pouco tempo depois da BIGhub ter levantado capital — em duas rondas, num total de 10 milhões — para o desenvolvimento da solução de pagamento no próprio dia, o BIGcash.

“A aquisição da Qashflo representa a incorporação, por parte da BIGhub, de um forte concorrente, o que já constitui, por si só, uma importante mais-valia”, justifica o CEO da startup nacional quando questionado sobre o porquê desta aquisição.

Ao nível das operações, as principais vantagens passam pela integração da tecnologia mais avançada, do conhecimento de mercado, dos recursos humanos, do portfólio de clientes e das parcerias já estabelecidas com mais de 50 marketplaces europeus”, refere.

Rúben Lamy não divulga o valor desta operação, mas admite que, “o grande impacto” é, “sem dúvida”, reforçar a “presença em França, o que se revela numa importante vantagem”, diz.

A Qashflo vai juntar-se à BIGcash, originando a ‘Qashflo by BIGcash’.Manteremos, assim, o nome pelo qual o serviço já é conhecido no mercado, bem como todos os processos e operações. Quanto aos colaboradores, ficarão quatro a trabalhar connosco: o CEO, que ficará responsável pela gestão deste serviço; o CTO, que ficará a gerir a programação; e dois programadores. O serviço será muito semelhante ao da BIGcash, com a diferença de permitir, também, pagamentos a crédito”, refere o CEO.

Novas aquisições na mira?

Apesar desta compra, a estratégia de crescimento da empresa nacional não sofre alterações. “A nossa estratégia é, e continuará a ser, o crescimento orgânico. Esta aquisição foi apenas importante dadas as semelhanças que existiam entre os serviços da Qashflo e da BIGcash, principalmente sendo disponibilizados nos mesmos mercados”, garante Rúben Lamy.

Portugal, Espanha, Alemanha, Itália e França são os países onde a startup já opera. Há mais previstos? “O nosso objetivo é desenvolver e disponibilizar a operação nos diferentes países da Europa. Contudo, por enquanto, o nosso foco está na consolidação da BIGhub e dos seus serviços nos mercados em que já atuamos”, diz Rúben Lamy.

A nossa estratégia é, e continuará a ser, o crescimento orgânico. Esta aquisição foi apenas importante dadas as semelhanças que existiam entre os serviços da Qashflo e da BIGcash, principalmente sendo disponibilizados nos mesmos mercados.

Ao nível de equipa, em maio cerca de 50 pessoas, há planos para reforço. “Pretendemos reforçar a equipa, através da contratação de mais dez colaboradores. Cinco serão para a área de vendas e outros cinco para exercer funções de programação”, adianta.

Há igualmente expectativas de subida do volume de negócios. “Em 2024, a BIGhub faturou quase quatro milhões de euros, valor que acabou por ser atingido logo no primeiro trimestre de 2025. Assim, acreditamos que vamos ultrapassar o objetivo de faturação que estabelecemos no início do ano para concretizar até dezembro, de 10 milhões de euros”, revela o CEO.

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