CEO da Premier League rejeita a redução do número de clubes na competição nacional e critica a saturação do calendário pela FIFA e pela UEFA
Afirmou numa entrevista concedida à BBC Sport, na qual criticou a FIFA pela falta de diálogo antes da ampliação das suas competições.
O CEO da Premier League, Richard Masters, garantiu que não está prevista a redução do número de clubes na liga inglesa de 20 para 18, apesar das crescentes pressões internacionais para adaptar o calendário.
Segundo Masters, «estamos a pedir aos jogadores que disputem mais jogos. Tem de haver, no futebol de elite, um diálogo real entre a FIFA e todos os intervenientes do jogo sobre como avançar. E esse diálogo tem estado tristemente ausente». Além disso, alertou para o impacto que estas decisões têm sobre o calendário nacional e o bem-estar dos jogadores. Uma posição que também é defendida pela LaLiga em Espanha.
E como exemplo dessa sobrecarga, o dirigente apontou que o calendário já está saturado devido à expansão dos torneios da UEFA e da FIFA, o que obrigou a eliminar repetições na FA Cup e a reorganizar a Carabao Cup, gerando tensões com clubes como o Chelsea e o Manchester City. «É o efeito borboleta de decisões tomadas fora do nosso controlo por outros organismos do futebol, que afetam diretamente as ligas nacionais e nos colocam num conflito desnecessário com os nossos próprios clubes», disse Masters.
Além disso, apesar das críticas, Masters defende o plano de expansão internacional da Premier League, incluindo torneios como a Summer Series nos EUA, cuja próxima edição será realizada em 2027. «Tenho a certeza de que voltaremos. Ainda não podemos anunciar porque não está organizado e precisamos do apoio dos clubes, mas faz parte da nossa agenda de crescimento e é muito popular», afirmou.
Por fim, Masters quis enviar uma mensagem de confiança no apelo competitivo da Premier League face a ligas emergentes como a saudita. «Não ignoro o facto de que a Premier League existe num ambiente muito competitivo. Estamos sempre atentos ao que acontece e, claramente, a liga saudita está a crescer. Mas a Premier League também está. É claro que temos os nossos problemas, mas os adeptos querem ver-nos, dentro e fora do país”, sublinhou.
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