Visabeira Indústria lança OPA sobre a Martifer. Contrapartida é de 2,057 euros por ação

  • ECO
  • 6 Agosto 2025

A Visabeira Industrial já tinha um acordo parassocial com os irmãos Carlos e Jorge Martins e a Mota-Engil que definia os termos do controlo da Martifer. OPA é lançada a 2,057 euros por ação.

A Visabeira Indústria anunciou ao mercado o lançamento de uma Oferta Pública de Aquisição (OPA) obrigatória da totalidade das ações da Martifer que não são já controladas pelo grupo industrial de Viseu, pela I’M (irmãos Carlos e Jorge Martins) e pela Mota-Engil que, somados, representam 87,4% do capital, de acordo com um comunicado enviado à CMVM na madrugada desta quarta-feira. No âmbito da efetivação de um acordo entre as três sociedades, a Visabeira já controla 23% do capital da Martifer.

Com efeito, a Visabeira, a I’M e a Mota-Engil já tinham um acordo parassocial que definia as condições acionistas de controlo da sociedade, e cujos termos não obrigavam ao lançamento de uma oferta, mas as alterações entretanto introduzidas levaram a esta OPA obrigatória.

A contrapartida oferecida pela Visabeira Industral é “igual ou ligeiramente superior ao preço médio ponderado das Ações apurado em mercado regulamentado nos seis meses imediatamente anteriores à data da publicação deste Anúncio Preliminar (a saber, é de €2,057 por Ação – arredondado para cada acionista, se necessário, para o cêntimo imediatamente superior – ou de €2 por Ação, consoante tais seis meses incluam ou não a presente data”.

De acordo com o comunicado à CMVM, “a contrapartida a pagar pela Oferente no âmbito da compra e venda e promessa referidas no parágrafo 3 (“Preço por Ação na Compra e Venda”) — no referido acordo parassocial — corresponde a €1,60 (um euro e sessenta cêntimos), acrescido de um montante igual ao do dividendo distribuído pela Sociedade relativamente ao exercício de 2025″.

Em junho, o regulador tinha concluído que a Visabeira não estava obrigada a lançar uma oferta pública de aquisição (OPA) sobre a Martifer. Segundo um comunicado publicado na altura, a CMVM explicava que lhe tinha sido solicitado que “considerasse afastado o dever de lançamento de OPA”, na sequência da celebração de acordos destinados a regular os termos da entrada da Visabeira no capital da Martifer.

Nesse momento, a CMVM concluiu que foi apresentada “prova suficiente de que os termos desses acordos não conferem à Visabeira o poder de exercer influência dominante sobre a Martifer, não se verificando, por isso, os pressupostos legais que determinariam a obrigação de lançamento de uma OPA”. Agora, com alteração das condições do referido parassocial, surge a obrigação de lançamento de uma oferta pública sobre pouco mais de 12% das ações da Martifer.

A Martifer fechou o último ano com um resultado líquido de 23 milhões de euros, um aumento de 16,8% face aos 19,7 milhões de euros reportados em 2023. Tratou-se do melhor resultado desde 2009, quando os lucros superaram os 107 milhões.

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