Startup Lyten compra ativos da Northvolt na Europa avaliados em 5 mil milhões com “desconto significativo”
No mês passado, a Lyten acordou comprar as unidades polacas da Northvolt, depois de já ter do seu lado uma unidade da Northvolt nos EUA. Fica agora de olho numa outra, no Canadá.
A Lyten, uma startup da Califórnia que desenvolve baterias de lítio-enxofre, fechou a compra de todos os ativos europeus restantes da Northvolt, a fábrica que representava a maior aposta europeia no setor das baterias e que abriu um processo de insolvência no início deste ano.
A Lyten indica, em comunicado, que adquiriu 16 gigawatts-hora de capacidade de fabrico de baterias, outros 15 GWh que estão em construção, a infraestrutura e os planos para escalar acima de 100 GWh e o “maior e mais avançado” centro de inovação e desenvolvimento de baterias na Europa.
Os ativos em causa são a Northvolt Ett, Ett Expansion e Northvolt Labs, localizados na Suécia, e a Northvolt Drei, na Alemanha, assim como a propriedade intelectual da empresa. Este conjunto estava avaliado em 5 mil milhões de dólares. De acordo com a Bloomberg, o CEO e cofundador da Lyten, Dan Cook, recusou-se a divulgar os detalhes financeiros em entrevista à agência, mas confirmou que a empresa comprou estes ativos com um “desconto significativo” face ao valor estimado.
Esta já não é a primeira aquisição da Lyten no que diz respeito aos ativos da falida Northvolt. No mês passado acordou comprar as unidades polacas da fabricante de baterias falida, negócio que espera concluir em agosto, depois de já ter do seu lado uma unidade da Northvolt nos EUA, desde o passo mês de novembro passado.
A Northvolt chegou a ter cerca de 7.000 funcionários. A startup compradora compromete-se a voltar a contratar uma “porção relevante” dos trabalhadores em lay-off. A empresa cita o primeiro-ministro sueco, Ebba Busch, que considera esta compra de ativos da Northvolt “uma vitória” para a Suécia e para os ex-trabalhadores.
A transação estará sujeita a uma série de aprovações por parte dos governos sueco, alemão, e também de instâncias europeias, mas a startup Lyten espera ter o processo concluído no quarto trimestre deste ano. O objetivo é retomar as operações nas unidades suecas assim que a operação estiver finalizada. A startup não espera, contudo, ficar por aqui: informa ainda em comunicado que tem na calha a compra de uma outra unidade da Northvolt no Quebec, Canadá.
A Lyten atualmente fabrica baterias de lítio-enxofre em Silicon Valley, na Califórnia, e destina-as aos mercados de drones e defesa, “que estão a crescer rapidamente”, indica a startup em comunicado. A Lyten também se está a preparar para lançar as suas próprias baterias de lítio-enxofre na Estação Espacial Internacional, nos próximos meses, e ainda detém um pipeline de projetos na ordem dos mil milhões de dólares para sistemas de armazenamento de energia (BESS) com a tecnologia de lítio-enxofre.
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