⛽ Combustíveis vão ficar mais baratos. Diesel desce três cêntimos e gasolina 1,5 cêntimos

A partir de segunda-feira, quando for abastecer, deverá passar a pagar 1,558 euros por litro de gasóleo simples e 1,689 euros por litro de gasolina simples 95.

Vale a pena esperar pelo início desta semana para encher o depósito do seu carro. O preço do gasóleo, o combustível mais utilizado em Portugal, deve descer três cêntimos, a partir desta segunda-feira, e os da gasolina 1,5 cêntimos, avançou ao ECO fonte do mercado.

Quando for abastecer, deverá passar a pagar 1,558 euros por litro de gasóleo simples e 1,689 euros por litro de gasolina simples 95, tendo em conta os valores médios praticados nas bombas à segunda-feira, divulgados pela Direção-Geral de Energia e Geologia (DGEG).

Assim, desde o início do ano, os preços do diesel já desceram 7,5 cêntimos e os da gasolina subiram 4,2 cêntimos, caso se confirmem estes valores.

Os preços podem ainda sofrer alterações para ter em conta o fecho das cotações do petróleo brent esta sexta-feira e o comportamento do mercado cambial. Mas também porque os preços finais resultam da média dos valores praticados por todas as gasolineiras. Além disso, os preços cobrados ao consumidor final podem variar consoante o posto de abastecimento.

Esta semana, o gasóleo desceu 0,5 cêntimos e a gasolina subiu 2,3 cêntimos. O mercado que apontava para uma subida mais expressiva da gasolina (2,5 cêntimos).

Os contratos futuros do brent, que servem de referência para o mercado europeu, estão esta sexta-feira a subir 0,56%, para 66,81 dólares por barril, mas caminham para a uma queda semanal de 4,3%, a maior desde o final de junho, devido ao impacto das tarifas do Presidente norte-americano e a um possível encontro entre Donald Trump e o seu homólogo russo, Vladimir Putin.

As tarifas mais elevadas dos EUA contra diversos parceiros comerciais entraram em vigor quinta-feira, aumentando as preocupações com a atividade económica e a procura de petróleo bruto, sublinharam os analistas do ANZ Bank numa nota, citada pela Reuters.

As tarifas mais recentes surgem num cenário de mercado de trabalho norte-americano mais fraco do que o esperado e do anúncio feito pelo Kremlin na quinta-feira de que Putin e Trump se vão reunir nos próximos dias, um encontro que tem como pano de fundo o aumento das tensões comerciais entre os EUA e os clientes petrolíferos da Rússia.

Trump ameaçou esta semana aumentar as tarifas sobre a Índia se o país continuasse a comprar petróleo russo, o que o mercado considerou como uma pressão adicional sobre a Rússia para chegar a um acordo com os EUA, disse a analista independente Tina Teng, citada pela Reuters. Trump apontou baterias também para a China, o maior comprador de petróleo bruto russo, ameaçando atingi-la com tarifas semelhantes às aplicadas às importações indianas.

O possível encontro entre os dois líderes aumenta as expectativas de um fim diplomático para a guerra na Ucrânia, o que poderá levar a um alívio das sanções contra a Rússia, com as ações russas a recuperarem após a notícia. No entanto, alguns analistas continuam cautelosos.

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