Portugal já recebeu os 1,34 mil milhões do sexto cheque do PRR
Para receber 851 milhões de euros em subvenções e 485 milhões em empréstimos, Portugal teve de cumprir 32 marcos e metas do total de 438 do PRR atualizado com a reprogramação.
Portugal já recebeu os 1,34 mil milhões de euros referentes ao sexto pedido de pagamento do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), revela esta sexta-feira a estrutura de Missão Recuperar Portugal. Com este desembolso o país atinge 57% da dotação total da bazuca europeia.
A Comissão Europeia já tinha dado luz verde ao pagamento do sexto cheque do PRR a 30 de junho, mas o pagamento em si ainda não tinha sido realizado. A avaliação teve de ser enviada ao Comité Económico e Financeiro (EFC) para, no prazo de quatro semanas, emitir o seu parecer. Só após esse período, a decisão podia ser adotada e a Comissão proceder à transferência das verbas para Portugal. O que aconteceu esta sexta-feira.
Para receber 851 milhões de euros em subvenções e 485 milhões em empréstimos, Portugal teve de cumprir 32 marcos e metas do total de 438 do PRR atualizado com a reprogramação. “O plano global de recuperação e resiliência de Portugal é financiado por 22,2 mil milhões de euros em subvenções e empréstimos. Os fundos transferidos até à data ascendem a 11,4 mil milhões de euros, o que representa 57 % da dotação total“, sublinha a Comissão Europeia em comunicado.
Os 32 marcos e metas cumpridos integram 15 componentes do PRR, nas três grandes áreas estruturantes: resiliência, transição climática e transição digital. Os investimentos e reformas abrangem setores como a saúde, respostas sociais, educação, gestão de incêndios florestais, energias renováveis, ambiente de negócios e empresas 4.0. Consulte aqui o detalhe dos marcos e metas cumpridos.

“Este desembolso é mais um passo num caminho exigente, onde todas as entidades envolvidas — da Estrutura de Missão às tutelas e beneficiários — continuam a trabalhar com foco, eficiência e compromisso”, sublinha o presidente da Recuperar Portugal, em comunicado. “O PRR está e continuará a ser cumprido com dedicação e trabalho sólido de todos os envolvidos”, acrescenta Fernando Alfaiate.

“Este pagamento não é apenas um número, é a prova de que Portugal esta a executar o PRR de forma eficiente. É, por isso, o reflexo de milhares de horas de trabalho, de equipas no terreno, de projetos que estão a transformar a vida das pessoas e a modernizar o país”, disse, por seu turno o ministro da Economia e da Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida, em comunicado enviado às redações.
Inicialmente, o pedido de pagamento, submetido em novembro do ano passado, tinha subjacente o cumprimento de 22 marcos e oito metas. Não estavam, porém, todos cumpridos. Na discussão da proposta de Orçamento do Estado para 2025, na especialidade, o secretário de Estado do Desenvolvimento Regional revelou que o pedido ia ser feito com metas por cumprir. “Teremos de fazer o pedido deixando de fora o cumprimento de um ou outro marco, para que se possa fazer à mesma o pedido de pagamento”, disse Hélder Reis, aos deputados.
O contrato para a compra de dois ferries elétricos para o transporte de passageiros e veículos nos Açores, cujo concurso ficou deserto; a assinatura do contrato relativo a um navio de investigação multifuncional, na região Autónoma da Madeira, cujo concurso também teve problemas; a assinatura do contrato relativo à construção de uma linha de metro ligeiro de superfície entre Odivelas e Loures, investimento que era assegurado pela componente empréstimos do PRR, mas também o relatório sobre a expansão da rede de Metro de Lisboa já deveria ter entregado, são os marcos que não foram cumpridos.
Foram exemplos de investimentos que saíram por completo do PRR, passando a ser financiados pelo Fundo Ambiental, Orçamento do Estado e Portugal 2030. Mas, primeiro foi preciso que a reprogramação fosse aceite (o que já aconteceu).
O sexto pedido de pagamento passou, assim, a incluir a concretizações de sete reformas e 22 investimentos em áreas como saúde, respostas sociais, capitalização e inovação empresarial, eficiência energética, hidrogénio e renováveis, qualidade e sustentabilidade das finanças públicas, justiça económica e ambiente de negócios, eficiência da administração pública ou a inovação educativa e pedagógica.
Entretanto, Portugal já submeteu o sétimo pedido de pagamento do PRR que tem subjacente a conclusão de 21 investimentos e cinco reformas associadas a áreas estruturantes como saúde, habitação, respostas sociais, capitalização e inovação empresarial, qualificações e competências, infraestruturas, florestas, hidrogénio e renováveis, mar, independência energética e transição ecológica, qualidade e sustentabilidade das finanças públicas, Administração Pública mais eficiente e escola digital. Em causa estão 27 marcos e metas. Quando Bruxelas pagar este novo cheque, que ainda está em avaliação e que já obrigou à submissão de uma nova mini-reprogramação, tal como o ECO avançou, Portugal elevará a taxa de execução do PRR para 47%.
(Notícia atualizada com mais informação)
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