Portugal “profundamente preocupado” com plano israelita para Gaza. Alemanha suspende exportação de armas
Em reação à provou da proposta de Benjamin Netanyahu para a ocupação militar da cidade de Gaza, Alemanha suspendeu exportações de equipamento militar que Israel poderia usar em Gaza
O Governo português afirmou-se esta sexta-feira “profundamente preocupado” com a decisão israelita de ocupar Gaza, pedindo a suspensão desse plano e a aplicação de um cessar-fogo.
“O Governo português está profundamente preocupado com o novo plano do Governo de Israel de ocupação de Gaza”, afirmou o Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE), num comunicado divulgado na rede social X.
Para o executivo, a decisão do Governo de Benjamin Netanyahu “põe em causa os esforços para o cessar-fogo e agrava a tragédia humanitária” na Faixa de Gaza, onde vivem mais de dois milhões de palestinianos.
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O plano, refere ainda o comunicado do ministério liderado por Paulo Rangel, “deve ser suspenso, dar lugar a um cessar-fogo, à libertação dos reféns e à entrada urgente de ajuda”.
O gabinete de segurança de Israel aprovou esta madrugada uma proposta do primeiro-ministro israelita para a ocupação militar da cidade de Gaza, no norte do enclave.
O plano, que previa inicialmente a ocupação de toda a Faixa de Gaza, foi de imediato criticado por familiares de reféns israelitas, pela Autoridade Nacional Palestiniana e por vários governos.
O Governo alemão não autoriza, até nova ordem, as exportações de equipamento militar que possa ser utilizado na Faixa de Gaza.
Trata-se de uma nova fase da ofensiva em curso na Faixa de Gaza desencadeada pelo ataque em Israel do grupo extremista Hamas de 7 de outubro de 2023, com um balanço de dezenas de milhares de mortos e acusações de genocídio.
Em reação, a Alemanha suspendeu a exportação de armas que Israel poderia usar em Gaza. “É cada vez mais difícil compreender” como o plano militar israelita permitiria atingir os seus objetivos na Faixa de Gaza, afirmou o chanceler Friedrich Merz.
Em comunicado, o chefe do Governo da Alemanha, país que é um dos principais aliados de Israel, acrescentou que “nessas circunstâncias, o Governo não autoriza, até nova ordem, as exportações de equipamento militar que possa ser utilizado na Faixa de Gaza”.
Hamas avisa que plano “custará caro” a Israel
Entretanto, o movimento de resistência islâmico Hamas já veio avisar que Israel se prepara para cometer um “novo crime de guerra” com o seu plano de tomar o controlo da cidade de Gaza, “uma aventura criminosa que lhe custará caro”.
“A aprovação pelo gabinete sionista dos planos para ocupar a cidade de Gaza e de retirar os habitantes locais constitui um novo crime de guerra que o exército de ocupação pretende cometer contra a cidade e os seus quase um milhão de habitantes”, reagiu o movimento palestiniano.
“Esta aventura criminosa custará caro [a Israel] e não será uma viagem fácil” para o exército israelita, acrescenta o comunicado divulgado no Telegram, em que o Hamas adverte que, se Telavive expandir a ofensiva em Gaza, tal significa “sacrificar” os reféns que continuam lá retidos.
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