BMW R1300 GS Triple Black: parafernália tecnológica em duas rodas
De Lisboa a Faro em duas rodas. O relato de uma viagem de descoberta da BMW R1300 GS Triple Black com direito a 40 quilómetros de curvas e contracurvas.
A 43ª edição da concentração motard em Faro serviu de pretexto para levar a BMW R1300 GS Triple Black até ao Algarve, num fim de semana escaldante de julho, com as temperaturas bem acima dos 30 graus. À equação perfeita, juntou-se a expectativa para descobrir todas as potencialidades de uma moto recheada de tecnologia naquela que é uma das referências no segmento aventura/big trail.
Ainda na garagem, depois da ignição (keyless) e dos primeiros roncos abafados mas robustos do silenciador duplo Akrapovic, sente-se a suspensão (ajustável) a subir suavemente, em duas fases. Após os primeiros metros de marcha, também o para-brisas frontal negro sobe, de forma elétrica, para reduzir a pressão do vento e oferecer maior estabilidade ao condutor.
Já com a ponte 25 de abril e as filas de trânsito para trás, os primeiros quilómetros são feitos a rolar com o Cruise Control Ativo com deteção de distância ajustável para o veículo da frente. Se seguimos de perto qualquer automóvel, o radar integrado na dianteira da GS atua e mantém a distância da moto, adaptando a velocidade. Se escapamos para a via da esquerda com caminho livre, lá vai ela até ao limite definido no Cruise Control, sempre à espreita de qualquer obstáculo para manter a marcha em segurança. Apesar de a máquina “comandar” a marcha, a sensação de controlo é inegável e deixamo-la rolar algumas dezenas de quilómetros pela A2 em direção ao Alentejo.
Por esta altura, algures entre Alcácer do Sal e Grândola, o canto inferior esquerdo do ecrã TFT assinala 37 graus. Mais uns quilómetros e a saída para Ferreira do Alentejo aproxima-se. É aqui que deixamos a autoestrada para seguir viagem pela icónica Nacional 2, estrada que liga Chaves a Faro, atravessando 11 distritos e 35 municípios num percurso total de 739 quilómetros. A partir daqui a condução torna-se mais dinâmica e divertida. O pé esquerdo assume agora o controlo da caixa de velocidades QuickShift para responder às curvas, ultrapassagens e semáforos dentro das localidades alentejanas.

Nota-se que a capacidade para circular em mudanças altas a baixas rotações sem comprometer a marcha é notável e a disponibilidade imediata quando enrolamos o punho direito condiz com a imensa capacidade do motor. No fim de contas e sem derivar para uma avaliação excessivamente técnica, optando por algo mais simplista, imagine-se algo tão fácil e intuitivo de conduzir como uma scooter com as potencialidades do motor e da tecnologia de uma moto como a R1300 GS.
As longas retas da EN2 que atravessam o baixo Alentejo fazem-se praticamente sem avistar qualquer automóvel. Depois de uma breve paragem na Capela do Calvário em Ferreira do Alentejo e no complexo mineiro de Aljustrel, novo pit stop para refrescar a garganta em Almodôvar, antes de atravessar a Serra do Caldeirão.

Já em território algarvio, o troço estende-se ao longo de cerca de 40 quilómetros de curvas e contracurvas para um final de rota verdadeiramente épico. Uma espécie de parque de diversões para a BMW…e para o condutor, com a moto a oferecer a cada curva uma sensação de estabilidade notável resultante do controlo de tração dinâmico, sempre agarrada à estrada, mesmo com reduções de caixa mais arriscadas em cima de uma qualquer curva mais imprevisível. E são muitas!
Já em Faro, antes de seguir para a concentração motard, breve paragem perto da Sé Catedral, dentro das muralhas da cidade velha onde o edifício histórico do século XIII não passa despercebido aos turistas que por ali passam. E também a BMW R1300 GS Triple Black não deixa ninguém indiferente. Afinal, são quase 30 mil euros de moto (com todos os extras que esta unidade traz) com um design arrojado embora longe de consensual (a ótica em forma de X é um desafio para os mais conservadores) e toda uma parafernália de tecnologia em duas rodas.

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