“Temos boas hipóteses de acabar com a guerra” na Ucrânia, diz Trump

  • ECO
  • 18 Agosto 2025

Trump garante que a guerra na Ucrânia terá de terminar e "terminará", só não sabe quando. "Já consegui terminar seis guerras e pensei que esta era a mais fácil e não é. Tem sido muito difícil", disse.

O Presidente norte-americano, Donald Trump, sublinhou esta segunda-feira, durante o encontro com o homólogo ucraniano, Volodymyr Zelensky, que acredita existirem boas hipóteses de acabar com guerra e assume que quer paz a longo prazo.

“Se tudo correr bem hoje, vai haver uma reunião trilateral e vamos ter boas hipóteses de acabar com a guerra quando fizermos isso“, referiu Trump em declarações aos jornalistas na Casa Branca.

O líder americano atirou ainda as culpas da guerra para o seu antecessor, Joe Biden, e recordou: “O que queremos é o melhor para todos”. “Nós vamos trabalhar com a Ucrânia e com toda a gente. Se houver paz, queremos paz de longo prazo para não voltarmos a esta confusão novamente. Temos de garantir que é algo que funcionará“, acrescenta.

Trump garante que a guerra terá de terminar e “terminará”, só não sabe quando. “Já consegui terminar seis guerras e pensei que esta era a mais fácil e não é. Tem sido muito difícil”, assume. Mas não considera necessário um cessar-fogo na Ucrânia.

Já o Presidente ucraniano agradeceu os esforços dos Estados Unidos para impedir a guerra e recordou que vivem ataques diariamente, com muitos feridos e muitas crianças mortas.

Esta guerra tem de parar, a Rússia tem de parar. Mostramos que somos um povo forte e contamos com o apoio dos Estados Unidos para, de forma diplomática, impedir que esta guerra continue”, disse. Zelensky admitiu ainda estar pronto para um encontro a três.

Sobre a adesão à NATO, ou sobre o artigo 5º, Trump referiu que será um dos temas discutidos com os líderes europeus, mas assume que é possível manter a Ucrânia em segurança, sem quebrar a exigência de Putin nesse sentido. Mais tarde, antes da reunião com os líderes europeus, antecipou que se iria “discutir também o intercâmbio de territórios e tentar alcançar uma reunião trilateral”.

Esta segunda-feira, o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, e o homólogo norte-americano, Donald Trump, reuniram-se na Casa Branca para conversar sobre todos os “detalhes” relativos ao conflito, após a cimeira realizada na sexta-feira no Alasca.

Na Casa Branca marcaram ainda presença vários líderes europeus: Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, os presidentes Emmanuel Macron (França) e Alexander Stubb (Finlândia) e os chefes dos governos Friedrich Merz (Alemanha), Keir Starmer (Reino Unido) e Giorgia Meloni (Itália). Também o secretário-geral da NATO, Mark Rutte, está em Washington.

Antes das negociações à porta fechada, Macron sugeriu um novo encontro a quatro, com os EUA, Rússia, Ucrânia e também os europeus. Sentado à direita de Trump, o presidente francês sublinhou que sobre a mesa de negociação está não só a segurança da Ucrânia, mas também a segurança da Europa, que está em risco”. Também von der Leyen, em pequenas notas introdutórias abertas à imprensa, agradeceu ao inquilino da Casa Branca o “compromisso” com a segurança ucraniana.

Já o chanceler alemão defendeu, pelo menos, um cessar-fogo no conflito antes do próximo passo negocial. “Não consigo imaginar a próxima reunião sem um cessar-fogo. Vamos trabalhar para isso e tentar pressionar a Rússia”, disse Merz, em divergência com as primeiras declarações de Trump.

Esta foi a primeira visita à Casa Branca do líder ucraniano desde o encontro falhado no final de fevereiro, quando Trump e Zelensky mantiveram uma discussão tensa na Sala Oval, e, desta vez, o presidente ucraniano vestiu um fato – um dos temas mais mediáticos no início da reunião em Washington.

A reunião segue-se à cimeira entre Trump e o Presidente russo, Vladimir Putin, realizada na sexta-feira, no Alasca, e cujo resultado ficou aquém do principal ponto da agenda do líder norte-americano: a obtenção da concordância russa com um cessar-fogo na Ucrânia, invadida pelo país vizinho a 24 de fevereiro de 2022. Ainda assim marcou o fim do isolamento diplomático de Putin.

Após ter-se reunido com o homólogo russo, Trump afirmou que o fim do conflito na Ucrânia depende agora do líder ucraniano, Volodymyr Zelensky. “Agora, depende realmente do Presidente Zelensky para que isso seja feito. E também diria que os países europeus precisam de se envolver um pouco, mas isso depende do Presidente Zelensky”, disse na sexta-feira.

Os líderes dos Estados Unidos e da Rússia reuniram-se na sexta-feira na Base Aérea de Elmendorf-Richardson, nos arredores de Anchorage, que, apesar dos elogios aos progressos por ambas as partes, não produziu nenhum anúncio em relação a uma solução para o conflito na Ucrânia, que era o foco do encontro.

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