Trabalhadores em lay-off baixaram 44,5% em julho

Lay-off permite às empresas em crise reduzirem os horários de trabalho ou suspenderem os contratos, recebendo da Segurança Social um apoio para o pagamento dos salários.

O número de trabalhadores em lay-off voltou a cair, em termos homólogos. De acordo com os dados divulgados esta quarta-feira pelo Gabinete de Estratégia e Planeamento (GEP) do Ministério do Trabalho, em julho estavam nesse regime 3.981 empregados, menos 44,5% do que há um ano. Ainda assim, em cadeia, verificou-se uma subida de 7,6%.

“Em julho de 2025, o número total de situações de lay-off com compensação retributiva (concessão normal, de acordo com o previsto no Código do Trabalho), foi de 3.981“, informa a síntese de informação estatística publicada esta tarde.

Face ao mês anterior, houve um acréscimo de 280 prestações de lay-off, o que representa um crescimento de 7,6%. Em comparação com o mesmo período do ano anterior, registou‐se uma diminuição de 3.190 prestações processadas, correspondendo a um decréscimo de 44,5%“, é acrescentado.

O lay-off é um regime previsto no Código do Trabalho, que permite às empresas em crise reduzirem os horários dos seus trabalhadores ou até suspenderem os contratos de trabalho, recebendo, em paralelo, da Segurança Social um apoio para o pagamento dos salários.

De acordo com o GEP, em julho, do total de trabalhadores em lay-off, 2.606 tinham o horário de trabalho reduzido, mais 11% do que no mês anterior, mas menos 37% do que há um ano.

Por outro lado, 1.375 trabalhadores tinham os seus contratos suspensos, mais 1,6% do que em junho, mas menos 54,7% do que no mês homólogo de 2024.

A síntese agora publicada revela ainda que estas prestações foram processadas a 245 entidades empregadoras, mais oito do que no mês anterior, mas menos 149 do que em comparação com o mesmo período do ano passado.

Há mais pessoas a receber prestações de desemprego

A síntese divulgada esta tarde pelo GEP dá conta também que, em julho, 178.959 pessoas receberam prestações de desemprego em Portugal. Tal corresponde a um recuo de 1,1% face a junho, mas a um aumento de 1,2% em termos homólogos.

“Analisando especificamente os dados do subsídio de desemprego, o número de beneficiários foi de 144.792. Em comparação com o mês anterior, registou-se uma diminuição de 0,7%. Em relação ao mesmo mês do ano anterior, ocorreu um crescimento de 2,2%“, é observado na nota publicada esta quarta-feira.

No sétimo mês do ano, o valor médio mensal do subsídio de desemprego foi de 707,44 euros, mais 8,2% do que há um ano.

Por outro lado, no que diz respeito ao subsídio social de desemprego inicial, há a indicar que 5.547 beneficiaram desta prestação em julho, menos 7,7% do que em junho e menos 14,2% do que há um ano.

Também o subsídio social de desemprego subsequente recuou em cadeia e em termos homólogos, tendo abrangido 20.370 pessoas em julho.

Beneficiários do complemento para idosos continuam a aumentar

Em julho, 228.825 pessoas receberam o complemento solidário para idosos (CSI), mais 1,5% do que no mês anterior e mais 57,3% do que há um ano.

As mulheres representaram a maioria de titulares de CSI. O número de mulheres que receberam o CSI foi de 150.009, o que representa 65,6% do total de beneficiários“, detalha o GEP (e confirma o gráfico abaixo).

Mas enquanto o número de beneficiários cresceu, o valor médio recuou. “O valor médio da prestação mensal do CSI foi de 199,34 euros, em julho de 2025. Este valor representa uma variação negativa de 14,2% em relação ao mesmo período do ano anterior”, é indicado.

O CSI serve, como o nome indica, para complementar os outros rendimentos do beneficiário (como as pensões), ou seja, o valor a receber é igual à diferença entre os rendimentos atuais e o tal valor de referência, que passou para 630 euros em janeiro.

No verão passado, o Governo mudou as regras desta prestação, o que explica este salto dos beneficiários.

Até junho do ano passado, os rendimentos dos filhos eram considerados, em alguns casos, para o apuramento do CSI, mesmo que os idosos não recebessem qualquer valor dos descendentes. Tal significa que alguns reformados viam vedado o acesso à prestação. Já desde o verão passado o rendimento dos filhos foi colocado fora da equação, o que tem levado ao tal aumento do número de beneficiários.

(Notícia atualizada às 16h49)

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