Incêndios. Seguradores defendem seguro obrigatório
A associação das seguradoras defende que seja obrigatória a proteção por seguros para habitações e edifícios comerciais e industriais e insiste na criação de um sistema para responder a catástrofes.
O presidente da Associação Portuguesa de Seguradores (APS) já reagiu às medidas governamentais para responder aos danos dos incêndios e propõe uma evolução “no sentido de generalizar a obrigatoriedade do seguro de multirriscos para todas as habitações e edifícios comerciais e industriais“, disse ao ECO. Segundo José Galamba de Oliveira este é “o modo de tornar o nosso país mais resiliente e protegido perante estes eventos de natureza catastrófica”.
A posição do presidente da APS, que reúne todas as seguradoras com atividade em Portugal, começa por constatar que “atualmente, o seguro de incêndio apenas é obrigatório para os imóveis em propriedade horizontal, pelo que muitas habitações não têm seguro” e, concretizando melhor, afirma que “metade das habitações não têm seguro”.
O Governo anunciou esta quinta-feira a aprovação de 45 medidas para responder aos incêndios que assolam o país desde julho. As medidas preveem um apoio excecional aos agricultores para compensação de prejuízos, mesmo através de despesas não documentadas, até ao valor máximo de 10 mil euros, bem como o apoio para a reconstrução destinadas a residências próprias comparticipadas a 100% até ao montante de 250 mil euros e 85% no valor remanescente.
Sendo medidas de incentivo inverso à contratação de seguros, concretamente do ramo agrícola e de multiriscos, José Galamba de Oliveira diz que face à realidade de metade das habitações não ter seguros, “compreendemos a necessidade do Governo e das autarquias, de apoiar as famílias e empresas que perderam as suas habitações e os seus bens, mas parece-nos importante que se reflita sobre o assunto e se evolua no sentido de generalizar a obrigatoriedade do seguro de multirriscos para todas as habitações e edifícios comerciais e industriais de modo a tornar o nosso país mais resiliente e protegido perante estes eventos de natureza catastrófica”.
O presidente da APS acrescenta que “essa reflexão deve ser feita no quadro da criação de um sistema de proteção para riscos catastróficos que temos vindo a defender há largos anos”, conclui.
Assine o ECO Premium
No momento em que a informação é mais importante do que nunca, apoie o jornalismo independente e rigoroso.
De que forma? Assine o ECO Premium e tenha acesso a notícias exclusivas, à opinião que conta, às reportagens e especiais que mostram o outro lado da história.
Esta assinatura é uma forma de apoiar o ECO e os seus jornalistas. A nossa contrapartida é o jornalismo independente, rigoroso e credível.
Comentários ({{ total }})
Incêndios. Seguradores defendem seguro obrigatório
{{ noCommentsLabel }}