Peso do investimento estrangeiro em Portugal duplica em 16 anos. Crescimento é superior à média da OCDE

Stock do investimento direto estrangeiro em Portugal passou de representar 32% do PIB em 2008 para 69% do PIB em 2024. Peso em Portugal é superior em 15 pontos percentuais à média da OCDE.

O peso do investimento direto estrangeiro (IDE) em Portugal duplicou em 16 anos, passando de representar 32% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2008 para corresponder a 69% do PIB em 2024. A análise é do Banco de Portugal (BdP) e revela que esse stock é superior à média dos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE).

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A globalização que teve lugar nas últimas décadas contribuiu para um crescimento significativo do peso do investimento direto estrangeiro na generalidade das economias“, assinala o Banco de Portugal, na análise divulgada esta terça-feira.

Para ilustrar como Portugal seguiu a tendência assinala que, no final de 2024, o stock de IDE representava 69% do PIB, o que corresponde a um aumento de 37 pontos percentuais (p.p.) relativamente ao valor registado em 2008.

Quando comparado com o conjunto dos países da OCDE, o stock de IDE passou de 25% para 53% do PIB, e, na União Europeia (UE), de 36% para 64% do PIB.

O Banco de Portugal realça ainda que, entre 2008 e 2024, o peso do investimento direto do exterior na economia portuguesa foi superior, em média, 15 pontos percentuais ao da média dos países da OCDE. Já quando comparado com a média dos países da UE, “Portugal apresentou valores inferiores em todos os anos compreendidos entre 2008 e 2023, com exceção de 2013 e 2014″.

Porém, em 2024, “apesar da ligeira queda no peso do IDE no PIB, a economia portuguesa registou um valor cinco p.p. superior ao da média da UE”.

Fonte: Banco de Portugal

O Banco de Portugal destaca ainda que, em 2024, Portugal registou um dos stocks de IDE em percentagem do PIB mais elevados entre os 27 países da OCDE analisados, sendo apenas superado pelo Luxemburgo (1227%), Países Baixos (214%), Suíça (94%), Estónia (83%) e Bélgica (69%).

No que toca ao peso dos setores de atividade económica no total dos stocks de IDE, dos 27 países considerados, “Portugal encontrava-se, em 2023, na primeira metade da tabela no que respeita ao peso do setor dos serviços, com exceção dos serviços financeiros (45%)”.

Relativamente ao setor dos serviços financeiros, Portugal registava um valor de 21%, que compara com os 90% do Luxemburgo e os 53% dos Países Baixos, os dois países com os valores mais elevados.

No setor da indústria, Portugal registou o terceiro valor mais baixo (9%), acima da Alemanha (6%) e próximo da Áustria (10%), tendo sido ainda o segundo país com o valor mais elevado no setor da eletricidade, gás e água (7%), apenas superado pela Espanha (8%).

Por outro lado, os stocks de investimento direto de Portugal lá fora mantiveram-se “relativamente estáveis e significativamente inferiores aos verificados para as médias da UE e da OCDE no período de 2008 a 2024“.

Em Portugal, no final de 2024, o stock correspondia a 25% do PIB, apenas mais quatro p.p. do que em 2008, e que compara com o crescimento do peso de 30% para 50% do PIB nos países da OCDE e de 44% para 75% do PIB na média da UE.

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