Fundador do sueco Thunderful reforça festival de gaming Indie X
Organização que trazer festival de gaming para evento físico em Lisboa. Edição deste ano é transmitida online, em outubro, no canal de Twitch da RTP.
O Indie X acaba de reforçar com a entrada de Brjánn Sigurgeirsson, fundador e antigo CEO de um dos maiores grupos de empresas de videojogos da Suécia, o Thunderful, na sociedade, numa altura em que a organização está a desenvolver esforços para fazer regressar o festival a um espaço físico. No festival de gaming, que se realiza em outubro no canal de Twitch da RTP, será atribuído o prémio de Melhor Jogo Português de 2025, em parceria com a Associação de Produtores de Videojogos Portugueses (APVP).
“A entrada de um sócio prende-se com a necessidade de expandir e profissionalizar o Festival, onde a experiência do Brjánn enquanto criador, mas sobretudo enquanto dono de editoras e investidor de videojogos nos permite cimentar algumas áreas de ação do Festival que sentíamos necessitarem de desenvolvimento: nomeadamente na criação de pontes dos nossos candidatos e finalistas a publishers e VC”, adianta Ricardo Correia, fundador do Indie X, ao ECO.

O festival de gaming surgiu com a intenção de mostrar “o que de melhor se fazia em termos de produção independente em Portugal, ao lado do que melhor se fazia em todo o mundo, ajudando os criadores portugueses a criar uma proveitosa rede de contactos com editoras e estúdios internacionais, com a visão de dar um boost ao tecido empresarial micro e macro em Portugal”, lembra o fundador, tendo as primeiras edições decorrido de forma física, na FIL e no Altice Arena, em Lisboa.
Durante a pandemia passou a ser exclusivamente online, tendo a organização feito uma parceria com a RTP (através da sua chancela RTP Arena) para fazer livestreams dos 50 finalistas. Nos últimos anos, diz o fundador, o canal obteve “centenas de milhares de visualizações durante o evento, no canal de Twitch do canal público” e, ao nível de submissões, “bateu recordes”. Em 2024, atingiu perto de 700 submissões, de cinco continentes, cobrindo cerca de 96 países, segundo dados partilhados pelos fundador.
Regresso a um espaço físico em Lisboa?
A próxima edição volta a ser online — nos dias 17, e 20 a 23 de outubro, no canal de Twitch da RTP que irá transmitir “11 horas seguidas e ininterruptas diárias de transmissão com os 50 finalistas mundiais, mais os 5 melhores títulos Portugueses candidatos ao prémio de Melhor Jogo Português de 2025, atribuído em parceria com a APVP” –, mas a organização admite a intenção de trazer o evento para um espaço físico.
“Apresentámos a proposta ao presidente da CML, Carlos Moedas, de trazer o Indie X de regresso ao espaço físico e ao seu país (e cidade de origem), com o desejo de estabelecer aqui esse mesmo conceito de ‘Festival de Cannes dos Indies’, mas infelizmente as conversas acabaram por revelar-se infrutíferas”, adianta Ricardo Correia.
“Temos sido abordados para levar o evento para o Médio Oriente, nomeadamente Kuwait e Emirados Árabes Unidos”, bem como “recorrentes os convites de festivais asiáticos (na China, Japão, Coreia do Sul e Singapura) que nos têm pedido curadoria de jogos Ocidentais que descobrimos para os apresentar aos seus mercados, tradicionalmente mais fechados e centrados no mobile, o que motivou a nossa presença em sete eventos asiáticos nos últimos oito meses, com mais quatro negociados para os próximos meses”, refere.
“Mas a nossa vontade permanece a mesma: a de trazer o evento fisicamente para Portugal, e continuar a nossa missão de alavancar a indústria nacional”, garante o fundador do Indie X.
“Os nossos esforços com todos os parceiros é o de estarmos já a trabalhar para a edição de 2026, ainda que, compreensivamente, tenhamos de aguardar o resultado das autárquicas para prosseguir algumas conversações iniciadas neste ano civil“, adianta.
Entretanto, o festival avançou com a criação de um Advisory Board. Ricardo Correia explica o que motivou a decisão. “Dada a dimensão que o evento tomou globalmente, sentimos que necessitávamos de nos cercar de personalidades que nos eram próximas e cujas opiniões e feedback nos permitirão levar o evento para o patamar que apontámos, e, segundo o nosso desejo, estabelecer em Portugal definitivamente o maior Festival de jogos Indie do mundo, seguindo o nosso lema: de indies, para indies, de autores para autores, num reconhecimento do talento independente naquela que é a maior indústria de entretenimento e cultura deste século”, diz.
Shuhei Yoshida (um dos fundadores da PlayStation e ex presidente da Sony Interactive Entertainment Worldwide Studios); Roufina Guenkova (head of sales and business development da Gamescom Dev, o maior evento de videojogos do mundo que acontece na Alemanha); Valentina Birke (directora da Indie Arena Booth da Gamescom); Christian Fonnesbech (CEO e head of IP na Leverage, e antigo head of artistic research no Centre For Interactive Media Arts na Noruega); Fred Sangwook Seo (CEO da FROMtheRED e fundador do evento GAME AiCON, na Coreia); Jesús Fabre (independent marketing and business consultant) e Callum Underwood (cofundador de IndieBI, Uwu Biz e Robot Teddy) compõem o conselho consultivo.
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