A celebrar dois anos, agência Talents abre escritório no Porto e espera faturar três milhões

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A Talents aposta numa expansão para o Porto e antecipa chegar aos três milhões de faturação este ano. O CEO Miguel Raposo explica a estratégia. 

Numa altura em que se encontra a assinalar dois anos, a Talents, com escritório até agora em Lisboa, aposta numa expansão para Norte, com a abertura de um escritório no Porto.

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“Sentimos que havia uma falta de agências estruturadas e com qualidade na região norte. O Porto é um mercado estratégico, com marcas fortes, criadores de conteúdo em ascensão e uma dinâmica própria que queremos potenciar“, justifica Miguel Raposo, CEO e fundador da agência especializada em representação e gestão estratégica de talentos digitais, marketing de influência e comunicação.

Numa fase inicial, o investimento ronda os seis mil euros mensais em custos fixos, incluindo equipa, espaço e deslocações, diz o CEO, avançando que a expectativa é de que o Porto represente cerca de dois milhões de euros de faturação anual até 2026, funcionando como um segundo polo estratégico da Talents.

Depois encerrar o ano passado com “perto de 1,5 milhões de euros” de faturação — “o que representa um crescimento significativo face ao primeiro ano de atividade” –, e de ter conseguido que 40% dos seus projetos fossem internacionais, a agência antecipa agora chegar aos três milhões de euros de faturação em 2025.

A estratégia da agência passa também pelo reforço da área de consultoria e gestão de marcas e pelo investimento em novas ferramentas tecnológicas que permitam medir impacto e resultados de forma cada vez mais precisa.

A médio e longo prazo, o objetivo é claro: “estar no top três das agências de marketing de influência em Portugal e ganhar relevância internacional“, aponta Miguel Raposo.

Atualmente, a Talents conta com 12 colaboradores em Lisboa, ficando Mariana Rocha responsável por gerir as operações locais no Porto. Até ao final de 2025, a agência prevê chegar aos 20 colaboradores, divididos entre Lisboa e Porto. Em termos de clientes, aponta, trabalha atualmente com cerca de 30 marcas, tanto nacionais como internacionais, e com 24 criadores de conteúdo exclusivos.

Quanto ao atual panorama do marketing de influência em Portugal, Miguel Raposo considera que o mercado está mais profissionalizado, mas que “ainda há muito caminho a percorrer”.

“As marcas começam a perceber que não basta olhar para números de seguidores: autenticidade, adequação ao público e capacidade de gerar envolvimento real são fatores decisivos. Acredito que a próxima fase será de maior exigência, com métricas de conversão cada vez mais valorizadas e com os criadores a assumirem papéis de verdadeiros embaixadores de marca. Portugal tem potencial para se tornar um hub criativo de referência na Europa“, entende.

Às marcas que queiram apostar em marketing de influência como parte da sua estratégia Miguel Raposo deixa desde logo o conselho de escolherem criadores alinhados com os seus valores e objetivos. Além disso, devem trabalhar numa “lógica de médio e longo prazo, privilegiando relações consistentes em vez de ativações pontuais” e garantir que existe uma “estratégia clara, com objetivos mensuráveis, e que se respeita a autenticidade do criador“.

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