Donald Trump diz estar “muito dececionado” com Putin
Presidente dos EUA também disse "não estar preocupado com uma potencial aliança entre a Rússia e a China, pouco depois de um encontro entre Vladimir Putin e Xi Jinping, em Pequim".
O presidente americano Donald Trump disse esta terça-feira estar “muito dececionado” com o seu homólogo russo Vladimir Putin, depois do encontro entre ambos no Alasca não ter resultado num progresso substancial sobre uma solução para a guerra na Ucrânia.
“Tínhamos uma relação excelente”, afirmou Donald Trump, durante uma entrevista na rádio com o apresentador Scott Jennings, acrescentando: “Estou muito dececionado com o presidente Putin. (…) Milhares de pessoas estão a morrer, é uma guerra que não faz sentido”, afirmou o presidente dos EUA, depois, em conferência de imprensa na Casa Branca.
O presidente, de 79 anos, não especificou, no entanto, se aquela deceção se poderia traduzir em consequências para a Rússia, apesar do seu ultimato de duas semanas dado a Moscovo, que deve chegar ao fim esta semana. Mas, declarou também não estar preocupado com uma potencial aliança entre a Rússia e a China, pouco depois de um encontro entre Vladimir Putin e Xi Jinping, em Pequim, véspera de um desfile militar gigante.
“Não estou preocupado de maneira nenhuma”, afirmou Donald Trump. “Temos as forças militares mais poderosas do mundo, de longe, e eles nunca usariam as suas forças militares contra nós. Acredite, seria a pior coisa que eles poderiam fazer”, acrescentou. O Presidente da Rússia, Vladimir Putin, defendeu na segunda-feira a ofensiva militar russa na Ucrânia, acusando o Ocidente de ter desencadeado o conflito, durante uma cimeira sobre segurança organizada no nordeste da China.
“Esta crise não foi desencadeada pelo ataque da Rússia à Ucrânia. É o resultado de um golpe de Estado na Ucrânia, que foi apoiado e provocado pelo Ocidente”, afirmou Putin, durante a reunião da Organização de Cooperação de Xangai (SCO, na sigla em inglês).
Trump confirmou ainda que as forças americanas dispararam contra um “barco que transportava droga” e acabara de sair da Venezuela, enquanto os EUA realizavam um desdobramento militar na região das caraíbas, um ataque denunciado por Caracas.
“Literalmente destruímos um barco, um barco que transportava drogas, muita droga. E vocês verão e lerão sobre isso. Aconteceu há alguns momentos”, afirmou o presidente à imprensa durante uma intervenção no Salão Oval, antes de acrescentar que “estas [drogas]provêm da Venezuela”.
Porém, o Donald Trump não deu mais detalhes sobre uma suposta operação militar nas costas do país sul-americano, onde a Marinha dos Estados Unidos posicionou vários navios de guerra. Trump elogiou o “incrível” chefe do Estado-Maior Conjunto, Dan Caine, que o manteve informado sobre o ataque ao suposto navio venezuelano, um movimento confirmado pouco depois pelo secretário de Estado, Marco Rubio, através de uma mensagem na rede social X.
“Temos uma grande quantidade de drogas que chegam ao nosso país há muito tempo, e estas provêm da Venezuela. Saem em grandes quantidades da Venezuela. Muitas coisas estão a sair da Venezuela, então o eliminámos (o barco)”, acrescentou o mandatário. O republicano adiantou que se saberia mais “depois da reunião” no Salão Oval, avançando a possibilidade de um comunicado da Administração norte-americana com mais detalhes sobre o ataque.
Os EUA deslocaram oito navios militares com mísseis e um submarino de propulsão nuclear para áreas de mar próximo das costas da Venezuela para combater o tráfico de drogas, que “contaminam” as ruas do país norte-americano. Em resposta, o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, advertiu esta segunda-feira que o seu país enfrenta o que considera a “maior ameaça que se viu” na América “nos últimos cem anos” e assegurou que a sua nação se declararia “em armas” se “fosse agredida”.
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