Investimento em grandes obras cai quase 3 mil milhões de euros em 2026

  • ECO
  • 3 Setembro 2025

No próximo ano, a despesa prevista no OE para grandes obras de mobilidade e infraestruturas, habitação e desburocratização deverá cair 2,93 mil milhões de euros.

O quadro que sintetiza os investimentos estruturantes, preparado pelo Governo de Luís Montenegro e que já foi entregue na comissão parlamentar de Finanças, mostra que o Orçamento do Estado (OE) para o próximo ano deverá antecipar uma redução de gastos em grandes obras no valor de 2,93 mil milhões de euros, passando de 7,39 mil milhões em 2025 para 4,46 mil milhões em 2026, revela esta quarta-feira o Correio da Manhã.

O documento permite concluir que a maior parte da despesa com estes projetos foi executada este ano, sendo que, no ano que vem, a área da mobilidade, infraestruturas e comunicações (1,22 mil milhões) se destaca como a que implicará maiores encargos. Aqui incluem-se, por exemplo, as expansões dos metros de Lisboa — com um gasto de 285 milhões de euros (dos quais 100 milhões na ligação de superfície Loures/Odivelas) — e do Porto — 466 milhões de euros (36 milhões destes no ‘metrobus’ da Boavista) –, bem como o investimento na ferrovia (98 milhões vão para a aquisição de carruagens da CP) e na rodovia (a intervenção em estradas mais dispendiosa, de 45 milhões, é no troço Penacova/Lagoa Azul do IP3).

Já o investimento em reformas para resolver a crise na habitação será de 1,197 mil milhões de euros no próximo ano, sendo que só o programa 1.º Direito leva 799 milhões, e em Defesa será de 369 milhões de euros (dos quais 161 milhões em aeronaves KC-390). Para a modernização, simplificação e desburocratização vão, para já, 131 milhões de euros. Os valores foram comunicados ao Ministério das Finanças, liderado por Joaquim Miranda Sarmento, por diversas entidades públicas, no reporte do mês passado.

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