“Nunca aceitarei um acordo de governação com o Chega”, diz Pedro Duarte
Candidato social-democrata à Câmara do Porto recusa entregar pelouros a vereadores que sejam eleitos pelo Chega, mas admite acolher o partido em matérias como a segurança e o combate ao crime.
Pedro Duarte, candidato do PSD à câmara municipal do Porto, recusa fazer acordos com o Chega. “Em caso algum ponho a hipótese de fazer um acordo de governação com o Chega. Nunca o aceitarei, nunca darei pelouros aos vereadores que eventualmente o Chega venha a eleger”, garante o ex-ministro dos Assuntos Parlamentares, em entrevista ao Diário de Notícias.
Não obstante, sendo eleito presidente, diz que o seu partido passa a ser o Porto e, por isso, tem “a obrigação ética de ouvir a todos, de acolher a todos”. O candidato dá exemplos como a segurança e a necessidade de “endurecer” o combate ao crime como matérias em que “acolherá” o Chega.
Há três motivos que impedem Pedro Duarte de fazer um acordo de governação com o partido de André Ventura: são razões de “princípio, de responsabilidade política e de sentido prático”. “Primeiro, porque, olhando a algumas atitudes, parecem-me contrárias ao princípio humanista, e até liberal, no sentido da defesa da liberdade, que a cidade do Porto sempre demonstrou ter”; em segundo lugar, “por um critério de responsabilidade política, na medida em que não estudam, não avaliam, não medem, enfim, propõem o que lhes vem à cabeça”; a terceira razão, “igualmente muito importante”, tem a ver com a estabilidade governativa, porque “um acordo de governação só faz sentido se for para reforçar a estabilidade governativa e dar sustentabilidade a um projeto”, aponta, sublinhando que, “se há coisa que o Chega não é é confiável“.
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