Tesouro anuncia leilões de dívida a dez e 17 anos para se financiar até 1.250 milhões de euros
O Estado pretende obter até 1.250 milhões de euros através de duas emissões obrigacionistas a 10 e 17 anos na próxima quarta-feira, pelas quais deverá pagar cerca de 3,1% e 3,7%, respetivamente.
Portugal volta ao mercado de dívida soberana na próxima quarta-feira com um apetite renovado dos investidores. O Instituto de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública (IGCP) anunciou esta sexta-feira que irá realizar dois leilões de Obrigações do Tesouro a dez e 17 anos, visando captar entre 1.000 milhões e 1.250 milhões de euros.
A linha de obrigações com vencimento a 15 de junho de 2035 (leilão a 10 anos) está atualmente a negociar com uma yield de 3,12%, já a linha com maturidade mais alargada, vencendo a 11 de abril de 2042 (17 anos), negocia com uma taxa média de 3,7%.
Comparativamente às últimas operações com características semelhantes — realizadas ainda este ano –, Portugal deverá ver um incremento no custo do financiamento da dívida.
No último leilão comparável de dívida a dez anos, realizado a 11 de junho, o IGCP conseguiu colocar 677 milhões de euros com uma yield de 3%, beneficiando de uma procura que superou em 1,79 vezes a oferta. A diferença de 12 pontos base entre as condições atuais de mercado e aquele leilão evidencia o endurecimento das condições de financiamento que Portugal enfrenta.
Para a linha a 17 anos, o último leilão comparável remonta a 12 de fevereiro, quando o IGCP colocou no mercado 489 milhões de euros a uma taxa de 3,24%. Nessa operação, a procura superou a oferta em 1,9 vezes. Com a atual yield a 3,7%, a diferença de 46 pontos base poderá influenciar significativamente a dinâmica do leilão de quarta-feira.
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