Gonçalo Matias afasta “cenário catastrófico” sobre “desconhecimento” de dados de funcionários públicos

Ministro da Reforma do Estado reconhece dificuldades na agregação de dados sobre funcionários públicos, mas garante que Governo está a trabalhar para avançar nesta matéria.

O ministro Adjunto e da Reforma do Estado, Gonçalo Matias, reconheceu esta terça-feira que existem dificuldades no cruzamento de dados sobre os funcionários públicos, mas afastou um “cenário catastrófico”, defendendo que o Governo está a dar passos para solucionar o tema.

“Acho que os dados são da maior importância. É evidente que há dificuldade nos dados na Administração Pública, isso é de todos conhecido. A situação é de desconhecimento, mas não é tão catastrófico”, disse o ministro numa audição parlamentar quando questionado pelo deputado Carlos Guimarães Pinto, da Iniciativa Liberal (IL).

Em causa está a resposta do Governo a um requerimento dos liberais, no qual se afirmou incapaz de fazer uma lista anonimizada com todos os trabalhadores da Administração Pública, discriminada por cargo, organismo e remunerações do ano passado, devido à dispersão de sistemas, conforme noticiado pelo ECO. No entanto, tal como na resposta remetida pelo Ministério das Finanças, o ministro da Reforma do Estado garantiu que o Estado está a trabalhar para avanços nesta matéria.

Gonçalo Saraiva Matias defendeu que o Estado tem conhecimento de dados, como ter cerca de 700 mil funcionários públicos e a sua distribuição por ministério, não conseguindo apenas discriminar pelos critérios solicitados pela IL.

O pedido que a IL fez esse não existe e estou de acordo que deve existir. O nível dois da Reforma do Estado – em que entidade a entidade faz esse levantamento – vai justamente permitir essa granulidade, esse conhecimento em cada unidade”, disse, garantindo que a prazo o Executivo terá “essa informação e a estratégia para lá chegar”.

O governante salientou que uma das faces visíveis do comprometimento do Executivo com essa matéria é a lei orgânica do Governo atribuir ao Ministério da Reforma do Estado o poder de inquirição junto da Administração Pública para conseguir obter essas informações.

Gonçalo Saraiva Matias reforçou que “não haverá despedimentos” e que o cenário “não está em cima da mesa”, existindo apenas planos de requalificação de funcionários.

O ministro defendeu ainda que “trazer para o Estado princípios de eficiência que são próximo das empresas” não “parece má ideia”, mas que “não há nada no programa que belisque o papel do Estado”.

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