Salários vão abrandar em 2026. Tecnologia dá maiores aumentos

Consultora Korn Ferry estima aumento de 3,5% dos salários base em 2026. Para este ano, a estimativa é de 4,12%, o que significa que se perspetiva um abrandamento.

O próximo ano deverá ser sinónimo de um novo abrandamento dos salários em Portugal. De acordo com a consultora de recursos humanos Korn Ferry, o aumento remuneratório estimado para 2026 é de 3,5%, embora haja setores – como o da tecnologia – onde os reforços deverão ser mais expressivos, até para dar resposta à persistente escassez de talento.

O aumento salarial estimado para 2026 é de 3,5% no salário base. Embora a inflação continue a ser o principal fator a influenciar os aumentos salariais, verifica-se uma correção significativa face aos anos anteriores, com uma redução de 0,62 pontos percentuais (de 4,12% em 2025 para 3,5% em 2026) na previsão de incremento“, informa a consultora numa nota enviada esta terça-feira às redações.

Entre os vários setores, o das tecnologias de informação volta a destacar-se. Nessa área, o aumento estimado para 2026 é de 5,2%, bem acima da média do mercado de trabalho.

A explicar este reforço mais significativo estão, segundo a Korn Ferry, as políticas de retenção e sucessão, “fundamentais num contexto de escassez de talento“, mas também a procura por executivos capazes de “liderar num setor em rápida transformação e de apoiar a adoção de tecnologias emergentes“.

“Ainda assim, as previsões atuais para este setor permanecem abaixo dos valores registados em anos anteriores, refletindo uma moderação face às tendências passadas”, observa a consultora de recursos humanos.

Além da tecnologia, a saúde e os transportes são outros setores que estimam avançar com aumentos salariais mais expressivos do que a média (4,2% e 4,0%, respetivamente).

Em contraste, o turismo e os serviços estão a contar aplicar reforços remuneratórios bastante inferiores à média (2,0% e 2,6%, respetivamente).

Por outro lado, na nota enviada esta terça-feira, a Korn Ferry realça que a retribuição variável a longo prazo, embora ainda pouco disseminada em Portugal, “tem vindo a ganhar relevância em setores de maior dimensão e competitividade“.

“Entre os instrumentos mais comuns encontram-se programas baseados em ações e outros veículos financeiros alinhados com o valor da empresa”, detalha a consultora, que indica que esta forma de remuneratória destaca-se como “ferramenta diferenciadora”, sobretudo, em cargos de liderança.

“Em 2026, 37% das empresas inquiridas afirmam que irão atribuir LTI [long term incentives ou remuneração variável de longo prazo], sobretudo direcionados a funções executivas e de gestão”, aponta a consultora, que ouviu 135 empresas para fazer este estudo.

Assine o ECO Premium

No momento em que a informação é mais importante do que nunca, apoie o jornalismo independente e rigoroso.

De que forma? Assine o ECO Premium e tenha acesso a notícias exclusivas, à opinião que conta, às reportagens e especiais que mostram o outro lado da história.

Esta assinatura é uma forma de apoiar o ECO e os seus jornalistas. A nossa contrapartida é o jornalismo independente, rigoroso e credível.

Comentários ({{ total }})

Salários vão abrandar em 2026. Tecnologia dá maiores aumentos

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião