IGCP analisa emissão de ‘defence bonds’
Líder do IGCP adianta que já realizou “algumas reuniões” no sentido de perceber como funcionam as obrigações de defesa e se se enquadrariam na estratégia de financiamento da República.

A agência que gere a dívida pública está a analisar a possível emissão das chamadas defence bonds. “Já tivemos algumas reuniões nesse sentido para perceber como funcionam e se enquadram na nossa estratégia de financiamento”, adiantou o presidente do IGCP, Pedro Cabeços.
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Pedro Cabeços, que falava esta quinta-feira na Comissão de Orçamento, Finanças e Administração Pública (COFAP), explicou que uma eventual emissão de defence ou safe bonds teria de ser enquadrada como uma fonte alternativa de financiamento da República. Isto porque o IGCP vai continuar a financiar o Estado sobretudo com Bilhetes do Tesouro (BT) e Obrigações do Tesouro (OT) nos próximos anos. “São o nosso foco”, precisou o responsável junto dos deputados.
Obrigações de defesa são um instrumento de dívida emitido por um governo ou outra entidade de forma a financiar projetos militares e de defesa e estão a ganhar tração nos últimos tempos no contexto da guerra na Ucrânia e dos esforços dos países da União Europeia para acelerarem os investimentos nessas áreas no âmbito do projeto europeu e também dos compromissos assumidos no seio da NATO.
Recentemente, o Groupe BPCE – que acabou de adquirir o Novobanco – realizou a primeira emissão de defence bonds no valor de 750 milhões de euros, fundos que serão “usados para financiar e refinanciar ativos de companhias europeias no setor da defesa e segurança em toda a cadeia de valor, bem como contratos relacionados com o desenvolvimento, fabrico ou produção de equipamentos especializados nestas áreas”, segundo anunciou o banco francês.
Do mesmo modo, o IGCP também vai olhar para emissões de green bonds ou panda bonds (denominadas na moeda chinesa) se a procura justificar, afirmou Pedro Cabeços aos deputados. “As oportunidades têm de ser analisadas em função do contexto de mercado, dependerá das condições de mercado e das nossas necessidades de financiamento”, referiu.
“O grosso do financiamento centrar-se-á em BT e OT. Tudo o que seja este tipo de emissões serão emissões casuísticas”, contextualizou.
(notícia atualizada às 18h28)
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