Startup de Leiria Brainr levanta até 11 milhões e aponta para EUA e Brasil
EUA e Brasil são mercados na mira da startup de Leiria que, ao longo do próximo ano, quer contratar 75 pessoas. Brainr quer ainda levar software para outros setores de produção alimentar.

A Brainr, cujo software gere hoje mais de 25% de toda a produção de carne em Portugal, fechou uma ronda de capital de até 11 milhões de euros, sujeita ao cumprimento de objetivos, e está colocar a ‘carne toda no assador’ da expansão para outros verticais e países. EUA e Brasil são mercados na mira da startup de Leiria que, ao longo do próximo ano, quer contratar 75 pessoas.
“O valor contratualizado são os 11 milhões de euros que vão sendo pagos à medida do atingimento de determinadas milestones. É uma prática muito comum”, precisa Paulo Gaspar, CEO e cofundador Brainr, juntamente com Rui Batista (COO) e Ricardo Granada (CTO), quando questionado pelo ECO sobre os termos do capital levantado.
O investimento, o primeiro da startup, é liderado pela C2 Capital Partners, e representa, dizem, a maior ronda seed nacional. A agritech Shimejito tinha até aqui, com 10,5 milhões a liderança das rondas seed em Portugal.
“Com uma equipa que alia experiência empresarial e conhecimento profundo do setor, a Brainr procura simplificar o dia a dia dos operadores nas fábricas. A tecnologia que usa concretiza o que o smart manufacturing há anos promete, mas que a indústria alimentar ainda não tinha conseguido materializar. Tudo para que as equipas possam concentrar-se em produzir com rigor e eficiência”, diz Duarte Diniz, Investment Senior Analyst da C2 Capital Partners, citado em comunicado.
A startup, que iniciou operações em 2023, atua na área do smart manufactoring e o seu software já gere 25% de toda a produção de carne em Portugal, com aumentos na capacidade de produção: a Avisabor (Estarreja) escalou de 40 mil para 190 mil frangos por dia, reduzindo em mais de 95% os erros de expedição; a Campoaves (Oliveira de Frades): fez a digitalização integral da fábrica e praticamente eliminou os registos em papel e Excel, reduzindo em mais de 92% o tempo gasto em registos manuais de dados; e a Comave (Viseu) digitalizou a produção, permitindo alcançar a certificação IFS em tempo recorde e uma rastreabilidade 100% digital, exemplificam.
Com este round o que pretendemos, é acelerar a conquista de quota de mercado no vertical das carnes, e iniciar a exploração de novos verticais. Tudo isto começando pelas geografias onde já estamos — Europa e África — e mais tarde expandir para os EUA, e Brasil que são dos maiores produtores alimentares do mundo.
Objetivos da ronda
Com esta injeção de capital a startup tem dois objetivos de expansão: novos setores de produção alimentar (como pescado, panificação, confeitaria, bebidas e produtos alimentares em geral) e mais países.
“Sem planos concretos ainda para abrir novos escritórios, com este round o que pretendemos, é acelerar a conquista de quota de mercado no vertical das carnes, e iniciar a exploração de novos verticais. Tudo isto começando pelas geografias onde já estamos — Europa e África — e mais tarde expandir para os EUA, e Brasil que são dos maiores produtores alimentares do mundo”, revela Paulo Gaspar, ao ECO.
Reforço da equipa
Os planos de expansão passam pelo reforço da atual equipa de 21 colaboradores. “Planeamos crescer a equipa a nível de engenharia e produto, vendas, marketing, e customer success. Planeamos contratar cerca de 75 pessoas até final de 2026″, adianta o CEO.
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