⛽ Gasóleo desce meio cêntimo e gasolina sobe meio cêntimo para a semana
A partir de segunda-feira, quando for abastecer, deverá passar a pagar 1,560 euros por litro de gasóleo simples e 1,716 euros por litro de gasolina simples 95.
Na próxima semana, o preço dos combustíveis vai ter comportamentos diferentes. O gasóleo, o combustível mais utilizado em Portugal, deverá descer meio cêntimo, a partir desta segunda-feira, e o da gasolina deverá subir meio cêntimo, avançou ao ECO fonte do mercado.
Quando for abastecer, deverá passar a pagar 1,560 euros por litro de gasóleo simples e 1,716 euros por litro de gasolina simples 95, tendo em conta os valores médios praticados nas bombas à segunda-feira, divulgados pela Direção-Geral de Energia e Geologia (DGEG).
Os preços podem ainda sofrer alterações para ter em conta o fecho das cotações do petróleo brent esta sexta-feira e o comportamento do mercado cambial. Mas também porque os preços finais resultam da média dos valores praticados por todas as gasolineiras. Além disso, os preços cobrados ao consumidor final podem variar consoante o posto de abastecimento.
Esta semana, o gasóleo subiu 1,7 cêntimos e a gasolina 1,3 cêntimos. O mercado que apontava para uma subida mais expressiva do gasóleo (dois cêntimos) e da gasolina (1,5 cêntimos). Desde o início do ano, os preços do diesel já desceram 6,8 cêntimos e os da gasolina 3,5 cêntimos.
Os contratos futuros do brent, que servem de referência para o mercado europeu, estão esta sexta-feira a subir 1,91%, para 67,5 dólares por barril, mas caminham para uma perda semanal, com o mercado preocupado com o excesso de produção e uma redução da procura nos Estados Unidos. A queda só não é mais significativa porque existem riscos de perturbações do fornecimento devido ao conflito no Médio Oriente e na Ucrânia.
O relatório mensal da Agência Internacional de Energia revelou, na quinta-feira, que o fornecimento global de crude vai aumentar mais depressa do que o esperado este ano, devido ao aumento de capacidade planeado pelos países da OPEP+. No entanto, o próprio relatório da OPEP, divulgado mais tarde, não alterou as suas previsões relativamente elevadas para o crescimento da procura de petróleo este ano e no próximo, defendendo que a economia global mantém uma tendência sólida de crescimento.
“Embora exista o risco de queda dos preços do petróleo, fatores como a restrição no mercado de bebidas espirituosas, as compras constantes da China para abastecer os stocks e as potenciais sanções à Rússia e sanções secundárias aos seus clientes mantêm os preços num nível sustentado”, afirmou John Evans, analista da PVM Oil Associates, citado pela Reuters.
“A descida dos preços do petróleo é o resultado de vários fatores que se sobrepõem – tanto de mercado como financeiros. Do ponto de vista dos fundamentos físicos, a situação do mercado parece estável: a procura global continua a crescer e a estrutura dos contratos permanece em retrocesso, o que normalmente indica um mercado forte”, lê-se numa nota de análise da Xtb. “No entanto, os fatores financeiros e os sinais económicos a curto prazo têm-se revelado mais fortes e dominam atualmente as cotações”, acrescenta a mesma nota.
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