Autorizações de residência emitidas na União Europeia caem 8,3%. Ucrânia lidera

Em 2023, o número de primeiras autorizações de residência emitidas na União Europeia chegou ao nível mais elevado de sempre. Já no ano passado recuou 8,3%.

Depois do recorde registado em 2023, o número de primeiras autorizações de residência emitidas na União Europeia a cidadãos com origem externa ao bloco comunitário caiu 8,3% no último ano. De acordo com os dados divulgados esta sexta-feira pelo Eurostat, entre as várias razões para emissão destas licenças, o emprego foi a mais frequente.

“Em 2024, 3,5 milhões de primeiras autorizações de residências foram emitidas na UE a cidadãos de fora da União Europeia, um recuo de 8,3% (-315.700) em comparação com 2023, ano com o número mais elevado registado até à data”, sublinha o gabinete de estatísticas numa nota divulgada esta manhã.

Há várias razões que podem levar à emissão destas autorizações, como o emprego, a educação e a família.

Ora, segundo o Eurostat, em 2024, 1,1 milhões das primeiras autorizações de residência (31,9%) foram emitidas por razões de emprego. Face a 2023, registou-se, porém, uma descida de 12,2% (menos 155.500 autorizações emitidas por este motivo).

Já as razões familiares motivaram a emissão de 950.600 autorizações de residência em 2024 (27,1% do total). Em relação a 2023, verificou-se um recuo de 6,5% (menos 65.800 autorizações emitidas por esta razão).

“Outras razões, incluindo proteção internacional, corresponderam a pouco mais de um quarto do total (25,3%; 886.300), com uma queda de 10,0% (-98.900)”, acrescenta o gabinete de estatísticas.

Em contraste, o número de autorizações emitidas por razões de educação aumentaram 0,8% entre 2023 e 2024, chegando a 549.400.

Já quanto às nacionalidades dos cidadãos a quem foram atribuídas estas autorizações, a Ucrânia (295.600), Índia (192.400) e Marrocos (188.400) estão em destaque.

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