J+Legal e Uría na compra do grupo Vale da Rosa
A J+Legal assessorou o fundo MCH Private Equity, através da sua participada Iberian Premium Fruits (IPF) e a família fundadora e o Grupo Vale da Rosa foram assessorados pela Uría Menéndez.
A J+Legal assessorou o fundo MCH Private Equity, através da sua participada Iberian Premium Fruits (IPF), em parceria com a SanLucar Fruit (SanLucar), na aquisição distressed do Grupo Vale da Rosa, estruturada mediante a concessão de um financiamento-ponte (bridge loan) com posterior conversão em capital. A família fundadora e o Grupo Vale da Rosa foram assessorados pela Uría Menéndez.
A operação, notificada à Autoridade da Concorrência e que foi objeto de uma decisão de não oposição, contou com a intervenção de uma equipa da J+Legal coordenada por José Diogo Horta Osório e Rui Bello da Silva, que acompanhou todas as fases do processo, desde o desenho estratégico do plano de turnaround até ao acompanhamento dos processos especiais de revitalização, passando pela negociação com os credores e pela estruturação e negociação do acordo parassocial celebrado entre os investidores e a família fundadora do Grupo Vale da Rosa.
A IPF, detida pela MCH Private Equity, dedica-se sobretudo à produção e distribuição de citrinos premium e outras categorias de fruta, estando presente em Espanha e na África do Sul. A SanLucar, por sua vez, é uma empresa espanhola com atividade na produção e distribuição de fruta fresca em diversas categorias, incluindo uvas, citrinos, morangos e frutos de caroço, com presença em mercados europeus e ainda na Tunísia, África do Sul e Equador. Já o Grupo Vale da Rosa, com sede em Portugal, é reconhecido pela sua produção e comercialização grossista de uvas de mesa sem grainha premium, sob a marca Vale da Rosa.
Nesta transação, a J+Legal trabalhou em estreita colaboração com o escritório espanhol Anaford. A família fundadora e o Grupo Vale da Rosa foram assessorados pela Uría Menéndez.
Para o sócio responsável pela área de M&A, José Diogo Horta Osório “esta transação apresentou alguma complexidade, pois articula soluções financeiras criativas a um processo de revitalização de um produtor nacional importante, e que envolveu também uma negociação exigente com credores, por forma a juntar investidores de referência neste sector agro-alimentar num projecto com características inovadoras e que vem reforçara competitividade de um produtor nacional emblemático”
Rui Bello da Silva, associado sénior, acrescenta que “esta operação demonstra como soluções financeiras estruturadas podem desempenhar um papel determinante na revitalização de empresas nacionais de referência. Ao mesmo tempo, abre espaço para novos modelos de investimento no setor agroalimentar, reforçando a sua competitividade e contribuindo para a consolidação de Portugal como um mercado atrativo para projetos inovadores e investimento estrangeiro.”
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