Empresa de reciclagem alimentar do grupo Semapa abre fábrica de 20 milhões em Coruche
Primeiras exportações da nova unidade da ETSA, que arranca com 14 postos de trabalho, terão como destino os setores de comida para animais de estimação, aquacultura e farmacêutica veterinária.
A ETSA inaugurou esta sexta-feira em Coruche uma nova unidade industrial que transforma subprodutos alimentares em ingredientes de elevado valor, num investimento de cerca de 20 milhões de euros apoiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).
Segundo a empresa detida pela Semapa, o projeto, designado ProHy, assenta numa tecnologia baseada num processo de hidrólise natural, sem recurso a químicos e permite transformar subprodutos animais em ingredientes de elevado valor, como proteína hidrolisada, gordura e fração mineral.
As primeiras exportações terão como destino os setores de petfood premium (comida para animais de estimação de elevada qualidade), aquacultura e farmacêutica veterinária, com a Europa, os Estados Unidos e a Ásia identificados como principais mercados, refere.
A nova fábrica arranca com 14 postos de trabalho diretos. Um número que, segundo a empresa, poderá duplicar a médio prazo.
“O projeto aposta na retenção de talento nacional e na valorização de competências avançadas, consolidando o papel da ETSA como motor de coesão territorial”, lê-se no comunicado.
A ETSA destaca que, ao contrário das soluções concorrentes baseadas em hidrólise enzimática, o ProHy “distingue-se pela capacidade intrínseca de microencapsulamento dos ingredientes”, o que “abre caminho a novas aplicações” e coloca os produtos “numa posição privilegiada para responder às exigências dos mercados internacionais, reforçando a economia circular e a sustentabilidade”.
A nota refere ainda que a unidade poderá, no futuro, produzir ingredientes para consumo humano, alinhando-se com os objetivos nacionais e europeus de descarbonização e transição verde.
Criada em 1973 e participada do grupo Semapa, a ETSA é líder nacional na reciclagem do setor alimentar, com operações em Portugal e Espanha. Em janeiro, adquiriu o Grupo Barna, especializado na transformação de produtos de origem marinha para alimentação animal.
No primeiro semestre deste ano, os lucros do grupo Semapa afundaram 32,1% para 89,5 milhões de euros, com a holding da família Queiroz Pereira a justifica à CMVM que a pressionar os números esteve novamente a quebra do negócio da pasta e papel.
Em julho, naquela que foi apresentada como “a primeira aquisição direta de uma participada fora de Portugal”, a Semapa anunciou a aquisição de 100% da fabricante espanhola Imedexa ao fundo de private equity GPF Partners por uma “contrapartida paga nesta data de 148 milhões de euros, acrescida de uma componente adicional a ser paga dependente da verificação de determinadas condições”.
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