Burlas no no homebanking estão mais perigosas. APB lança campanha contra fraude nos pagamentos

  • Lusa e ECO
  • 22 Setembro 2025

PJ abriu 2.181 inquéritos relativos a situações de phishing, 509 deles através do homebanking, nos últimos dois anos. Gravidade da situação levou a APB a lançar campanha de sensibilização.

A Associação Portuguesa de Bancos (APB) lançou esta segunda-feira uma campanha de sensibilização contra a fraude nos pagamentos, alertando que, apesar da maioria das transações em Portugal ser segura, as fraudes são cada vez mais sofisticadas.

Com a campanha “Não passes cartão à fraude”, que estará presente em televisão, rádio, imprensa e meios digitais, a associação quer sensibilizar a população para os riscos com fraude ‘online’. A APB justifica esta campanha com a “dinâmica crescente e cada vez mais sofisticada” da fraude.

Nos últimos dois anos, a Polícia Judiciária (PJ) abriu 2.181 inquéritos relativos a situações de phishing, 509 deles através do homebanking, revela esta segunda-feira o Público (acesso condicionado). Estes casos incluem uma nova técnica, conhecida na linguagem informática como pharming — que surge da junção da palavra farming (plantação/cultura) (neste caso, de software malicioso instalado no computador, telemóvel ou tablet) com phishing –, em que os hackers acedem a informações pessoais e confidenciais em momento prévio, as quais poderão ser utilizadas quando o cliente aceder ocasionalmente ao serviço de banca online, no computador ou telemóvel. Ao acederem às contas dos clientes dos bancos, os hackers conseguem movimentar dinheiro através de contas de passagem, designadas de money mules (mulas monetárias), coordenando depois a rápida saída de dinheiro para outras contas no estrangeiro.

“A iniciativa pretende educar os diferentes públicos sobre os principais tipos de fraude nos pagamentos, com destaque para o phishing, o spoofing e a usurpação de identidade (impersonation)”, refere a APB, que acrescenta que serão utilizados “exemplos reais e próximos da experiência quotidiana” de jovens e idosos.

O objetivo é promover comportamentos seguros e incentivar medidas de prevenção como a verificação prévia de links, não partilhar dados pessoais ou bancários e a validação de contactos.

Citado no comunicado, o presidente da APB, Vítor Bento, assinalou que os bancos sabem que “a fraude evolui e se reinventa constantemente”, apesar do setor ter aumentado o investimento em tecnologias de proteção e de segurança.

“Esta campanha é um passo fundamental para reforçar a literacia digital e financeira da população e para lembrar que todos temos um papel a desempenhar na prevenção. Não passar cartão à fraude é proteger não só o nosso dinheiro, mas também a confiança no sistema financeiro”, disse o responsável.

A APB remete para dados do Banco de Portugal (BdP) e assegura que a maioria das transações eletrónicas em Portugal é segura e que a fraude foi muito reduzida, abaixo da média do registado no Espaço Económico Europeu.

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