Há “segurança” para privados investirem em Leixões. “Carga está a fervilhar no Norte”

Além da concessão para o novo terminal de contentores, o Porto de Leixões vai lançar ainda um novo contrato para a gestão do terminal de carga geral e outro para o Roll-on Roll-off.

A estratégia para os portos marítimos anunciada pelo Governo em julho prevê um investimento de 637 milhões de euros para a construção de um novo terminal de contentores em Leixões, que terá uma nova concessão no valor de 430 milhões de euros.

Para o presidente da APDL – Administração dos Portos do Douro, Leixões e Viana do Castelo, “há mais segurança para o privado investir [no novo terminal] porque a carga está a fervilhar no Norte” do país, o que dá uma garantia a quem investe de que “vai ter retorno”.

“Estamos muito satisfeitos com o que saiu do plano” Portos 5+, disse João Neves, presidente da APDL, num debate no âmbito da Porto Maritime Week, que decorre esta semana. O responsável realçou a importância do novo terminal para Leixões, que estava confrontado com um problema de falta de espaço — o porto tinha “uma tonelada de carga transportada por metro disponível, tinha carga em tudo quanto era canto” — , e vai permitir “acrescentar 20 hectares”.É um investimento para muitos mais anos, um acréscimo muito importante” para Leixões.

“Para nós, 20 hectares para nós é muito significativo, quase todos eles afetos à carga que é mais importante e que tem mais peso no Porto de Leixões, que são os contentores, e que traz também uma capacidade acrescida de 1 milhão de TEU [unidade equivalente a contentor de 20 pés] de capacidade. Ou seja, depois deste investimento concretizado ficamos com 1 milhão e 600 mil TEU de capacidade”, explicou.

João Neves, presidente da APDL

Além da concessão para o novo terminal, Leixões vai lançar ainda um novo contrato para a gestão do Terminal de Carga Geral (granéis e armazenagem de agroalimentares) e outro para o Terminal Roll-on Roll-off no valor de 85 e 50 milhões de euros, respetivamente.

“O Governo fez o plano e agora as administrações portuárias têm autonomia para fazer isto acontecer. E isso permite que a implementação seja um pouco mais local, mais no seio da administração portuária”, enalteceu ainda João Neves.

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