TAP. “Não foi cometido qualquer crime pelos membros do meu gabinete”, diz Pedro Nuno Santos

A PJ pediu ao Governo acesso ao conteúdo de emails de Pedro Nuno Santos e Hugo Mendes, no âmbito das buscas que decorrem esta terça-feira na TAP relacionadas com a indemnização paga a Alexandra Reis.

“Ainda há menos de seis meses o meu bom nome foi posto em causa, em plena campanha eleitoral. É o que volta a acontecer novamente. Reafirmo o que disse nessa altura – os políticos não são todos iguais. E, mais uma vez, quem não deve não teme”. A reação é de Pedro Nuno Santos, numa publicação feita pelo antigo secretário-geral do PS nas redes sociais.

A Polícia Judiciária (PJ) pediu ao Governo acesso ao conteúdo de emails de Pedro Nuno Santos e Hugo Mendes, no âmbito das buscas que decorrem esta terça-feira na TAP relacionadas com a indemnização paga à ex-administradora Alexandra Reis, na chamada Operação Check-in. A TAP foi alvo de buscas esta terça-feira. Em causa estão suspeitas da prática de crimes de administração danosa, recebimento ou oferta indevidos de vantagem, participação económica em negócio e abuso de poder. Mas o Ministério Público não referiu que a investigação incidia sobre os ex-membros do Governo.

“Não foi cometido qualquer crime pelos membros do meu gabinete”, diz Pedro Nuno Santos. O ex-governante, ressalvando o “orgulho” que tem no trabalho feito na TAP, admite que o episódio de Alexandra Reis “não correu tudo bem”. “A indemnização paga a uma administradora executiva é um desses exemplos”, refere. “Mas não foi cometido qualquer crime pelos membros do governo ou do meu gabinete”, garante. Pedro Nuno Santos lembra, ainda, que não há muitos casos “que tenham sido tão escrutinados quanto este”, que “já joi alvo de uma investigação da IGF e de uma Comissão Parlamentar de Inquérito”.

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