Reckon.ai muda de CEO. Dois co-founders deixam a empresa

Rutger Planken substituiu a 1 de outubro a CEO e co-founder Ana Pinto e o CTO e co-funder Paulo Ribeiro. O ECO sabe que ambos saíram por mútuo acordo.

A Reckon.ai, a startup portuense que desenvolve armários inteligentes que utilizam inteligência artificial e visão computacional, tem um novo presidente executivo. Ana Pinto, a atual CEO e co-founder saiu, e passou testemunho a Rutger Planken que esteve até julho como vice-presidente executivo e diretor-geral para a Europa e Reino Unido da 365 Retail Markets, uma líder de mercado norte-americana na tecnologia de retalho não assistido.

Mas Ana Pinto não foi a única baixa. Paulo Ribeiro, CTO e co-founder, também deixou a empresa que, no final de julho, captou 5,1 milhões de euros para alavancar a sua expansão internacional, em particular, na criação de micro lojas inteligentes nos EUA, mas também para estender a atividade a novos segmentos de mercado, como o farmacêutico, cosmética e eletrónica. Atualmente, a startup opera em mais de dez mercados, como Espanha, França, Alemanha, Bélgica, Holanda e Reino.

O ECO sabe que ambos os co-founder saíram por mútuo acordo.

Rutger Planken é especialista em áreas tecnológicas, em transformação digital e em aumentar a escala dos negócios. Tem a sua própria empresa de prestação de serviços de consultoria na área da inovação e crescimento empresarial – trabalhou, por exemplo, com o clube de futebol Ajax – e já passou por grandes empresas como a Unilever (onde foi, entre outras funções, diretor e fundador da FoodServicehub, o braço de inovação da Unilever) e a TomTom.

A sua nomeação foi anunciada esta terça-feira nas redes sociais, mas o responsável já está em funções desde 1 de outubro.

A Reckon.ai foi fundada em 2017, e já captou cerca de 8,5 milhões de euros. Tem na sua carteira de clientes o Ikea, o Carrefour, a Jerónimo Martins (Pingo Doce), a Sonae (Continente), a Rewe, o Petit Forestier, a Lekkerland e a Unilever. A empresa do Porto desenvolveu uma tecnologia pioneira e patenteada, com base em Inteligência Artificial, que transforma equipamentos físicos, como armários, frigoríficos ou prateleiras, em micro-lojas inteligentes de compra autónoma, sem necessidade de check-out. Ou seja, uma espécie de vending machine na qual o cliente passa o cartão, abre a porta, retira os produtos que deseja e o preço dos mesmos é automaticamente descontado do cartão.

A última ronda de investimento foi liderada pela Iberis Capital, com a participação da Alea e da Touro, mas a startup portuense já tinha levantado dois milhões de euros no programa de Venture Capital do Banco de Fomento através da Alea. Conta ainda com investimento da Portugal Ventures que, juntamente com o Fundo NOS 5G, gerido pela Armilar Venture Partners, investiram 1,5 milhões na empresa ainda numa ronda de capital seed.

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